Custos & Dicas, Grécia

Notas prévias:

  • Consultar os “Custos & Dicas Argentina” para perceber o enquadramento da nossa viagem, bem como as nossas “exigências” relativamente a estadia e meios de transporte.
  • O nosso plano foi o seguinte:
    • Atenas 7 noites
    • Creta 20 noites
      • Chania 6 noites
      • Rethymno 3 noites
      • Agia Pelagia 3 noites
      • Agios Nikolaos (Lassithi) 7 noites
      • Heraklion 1 noite
    • Milos 5 noites
    • Ios 3 noites
    • Naxos 4 noites
    • Paros 4 noites
    • Em trânsito 2 noites

Uma viagem de 46 dias pela Grécia, num formato low cost e com uma pandemia mundial instalada, custa cerca de 1550€ por pessoa (inclui todos os voos e barcos).  

Deixamos infra uma listagem dos principais custos que tivemos.

Custos por categoria, por pessoa:

  • Vôos:
    • Lisboa – Atenas: 130€
    • Atenas – Wroclaw: 70€
  • Barcos:
    • Nota: recomendamos que comprem todos os barcos no site da empresa Ferry Hopper (muito intuitivo e sem qualquer tipo de comissão)
    • Atenas – Chania (Creta): 37€
    • Heraklion (Creta) – Milos: 21€
    • Milos – Ios: 14,50€
    • Ios – Naxos: 14,50€
    • Naxos – Paros: 5,50€
    • Paros – Atenas: 26,50€
  • Autocarros:
    • Chania – Marathi Beach: 5€
    • Chania – Rethymno: 6,20€
    • Rethymno – Agia Pelagia: 7,60€
    • Agia Pelagia – Agios Nikolaos (Lassithi): 10€
    • Agios Nikolaos (Lassithi) – Heraklion: 8€
    • Autocarros públicos para pequenas deslocações em Creta: 1,80€ por trajeto
    • Autocarros públicos para pequenas deslocações em Naxos: 1,60€ por trajeto
  • Aluguer de Carro (preços não incluem seguro contra todos os riscos). Excecionalmente os custos apresentados infra são por dia (e não por pessoa). Nas restantes rubricas os custos são por pessoa
    • Chania (Creta): 30€/dia. Reservámos na BTO Travel, uma agência local (foi a mais barata que encontrámos)
    • Naxos: 25€/dia. Recomendamos a Moto Naxos (da Europcar)
    • Gasolina: 15€/dia
  • Aluguer de mota. Excecionalmente os custos apresentados infra são por dia (e não por pessoa). Nas restantes rubricas os custos são por pessoa
    • Milos: 15€/dia. Alugámos na Nicki Motors em Adamantas (foi o local mais barato que encontrámos. Todos os outros sítios eram 20 ou mais euros por dia)
    • Ios: 15€/dia. Alugámos na Road Runner
    • Naxos: não conseguimos alugar mota. Infelizmente, em Naxos, não alugam scooters a quem não tenha a licença AM. Mesmo tratando-se de uma scooter de 50cc (como acontece noutras ilhas) não alugam a quem apenas tem a licença B
    • Paros: 10€/dia. Alugámos na Loukies Rentals (foi a mota mais barata que alugámos e a melhor de sempre)
    • Gasolina: 4€/dia
  • Alojamento:
    • Atenas: 12€/noite
    • Chania: 20€/noite
    • Rethymno: 12€/noite
    • Agia Pelagia: 20€/noite
    • Agios Nikolaos (Lassithi): 20€/noite
    • Heraklion: 9€/noite
    • Milos: 36€/noite
    • Ios: 15€/noite
    • Naxos: 15€/noite
    • Paros: 17€/noite
  • Refeições:
    • Casa: 5€/dia
    • Restaurantes: 8€/refeição
    • Gelado: 3,50€/gelado
    • Iogurte grego: 3,50€/iogurte
    • Frozen yogurt: 3€/unidade
    • Pita gyros: 3€/unidade
    • Baklava: 1,80€/unidade
    • Café: 2€/café
    • Frappé de café: 2,5€/unidade
    • Cervejas: 3€/cerveja
  • Atividades turísticas:
    • Acrópole, Templo de Zéus Olímpico, Ancient Agora of Athens, Hadrian’s Library, Kerameikos e Liceu de Aristóteles: 30€/combo ticket
    • Estádio Panamenaico: 5€/entrada
    • Balos Beach: 1€/entrada
    • Pathos Sunset Club and Restaurant: 20€/entrada (com direito a um cocktail e mergulho na piscina). Podem pagar apenas 10€ caso não usufruam da piscina

Agora vamos às dicas:

  • Geral:
    • Ter um bom plano de dados móveis ativo na Grécia. Dá imenso jeito, essencialmente para utilizar o google maps, bem como para descobrir bares/cafés/restaurantes e ler um pouco sobre os monumentos visitados
    • Deslocações de barco:
      • Comprar todos os bilhetes com alguma antecedência (1 semana) no site Ferry Hopper (www.ferryhopper.com). Este site não cobra qualquer tipo de comissão e é bastante fácil de utilizar (os sites das companhias são muito confusos). Posteriormente, os bilhetes podem ser levantados de uma só vez nos escritórios desta empresa, enviados por correio ou entregues no hotel (estas últimas opções têm um custo adicional)
      • Se no barco não tiverem lugar marcado, embarcar 2 horas antes da partida. Isto permitirá que encontrem bons lugares. Recomendamos os lugares dos bares com a/c e poltronas
    • Aluguer de carro: se tiverem, levem carregador de isqueiro para o telemóvel e o suporte para pendurar o telemóvel no carro (por causa do GPS). Na secção dos “Custos” podem consultar a rent-a-car que utilizámos e quanto pagámos
      • Chania: alugámos na BTO Travel (uma empresa local e a mais barata que encontrámos)
    • Aluguer de mota: na secção dos “Custos” podem consultar as empresas que utilizámos e quanto pagámos
    • Provar as seguintes iguarias locais:
      • Queijo feta
      • Queijo haloumi grelhado
      • Saganaki (queijo feta frito)
      • Pão pita
      • Tyropita e/ou spanakita (folhados de queijo e folhados de espinafres)
      • Tatsiki
      • Gyros: os melhores são os de porco
      • Souvlaki
      • Keftedhes
      • Moussaka
      • Puré de grão
      • Puré de fava com cebola
      • Baklava
      • Iogurte grego com mele e nozes
      • Frozen yogurt
      • Cerveja Mytho
      • Café grego
      • Iced coffee / frappé: uma das bebidas mais típicas da Grécia. Vê-se muita gente a tomar estes cafés gelados, quer na cidade, quer nas praias
      • Retsina: vinho típico da Grécia
      • Raki: aguardente grega
    • Se visitarem a Grécia no verão não se esqueçam de pôr protetor solar todos os dias, beber muita água, andar com chapéu e com óculos de sol. As temperaturas na Grécia são uma verdadeira carnificina.
  • Atenas:
    • Deslocações:
      • Aeroporto – Centro da Cidade: a melhor opção é o autocarro, visto que funciona 24h, a viagem custa apenas 5,50€ (por trajeto) e demora ~30 minutos. Outra opção poderá ser o metro, contudo não funciona durante a noite. O táxi é bastante caro (+ de 40€)
      • O centro da cidade de Atenas visita-se facilmente a pé. Contudo, se visitarem a cidade no verão (como nós), as temperaturas rondam os 40 graus, o que pode ser um desafio. Assim, uma alternativa é andar de metro. Existem bilhetes 24 horas com um preço justo. Nós optámos por andar sempre a pé
      • Centro da Ciadade – Piraeus Port: a melhor opção é o metro. O bilhete custa 1,20€ e dá para 90 minutos de viagem
    • Locais a visitar:
      • Acrópole:
        • Recomendamos que comprem o combo ticket que, para alem da Acrópole, permite visitar os seguintes monumentos: Templo de Zéus Olímpico, Ancient Agora of Athens, Hadrian’s Library, Kerameikos e Liceu de Aristóteles. Este bilhete é válido por 5 dias e custa 30€, sendo que, só a entrada na Acrópole são 20€. Este bilhete pode ser adquirido na bilheteira de qualquer um destes 6 monumentos. Uma dica que nos deram foi comprar este bilhete num monumento menos turístico que a Acrópole, para evitar as filas (no nosso caso não foi necessário, a Acrópole estava praticamente vazia)
        • Se visitarem Atenas no verão, visitem a Acrópole ou muito cedo, ou ao final do dia (a última entrada, no verão, é às 18h30)
        • Dentro da Acrópole não percam os seguintes monumentos: Teatro de Dionisio, Parthenon, Erecteion e Templo de Atena Nice
      • Areopagus hill: vista fantástica sobre a Acrópole. Fica ao lado da Acrópole
      • Museu da Acrópole
      • Templo de Zéus Olímpico
      • Ancient Agora of Athens
      • Roman Agora
      • Arco de Adriano
      • Templo de Hefesto
      • Hadrian’s Library
      • Liceu de Aristóteles
      • Igreja de Panaghia Kapnikarea
      • Panathenaic Stadium
      • Panepistimiou Triology: inclui os seguintes locais
        • Biblioteca Nacional da Grécia
        • Edifício Principal da Universidade de Atenas
        • Academia de Atenas
      • Caminhar por Plaka: zona histórica no centro da cidade, com muitos restaurantes bons
      • Dionysiou Areopagitou Street: rua pedestre, adjacente à encosta sul da Acrópole
      • Museu Arqueológico de Atenas
      • Tomb of the Unknown Soldier
      • Syntagma Square e Parliament: podem assistir ao render da guarda, que acontece 1 vez ao início de cada hora
      • Kerameikos
      • Philopappos Monument: a vista a caminho deste monumento é sem dúvida a mais bonita de toda a Atenas
      • National Gardens
      • Catedral Metropolitana de Atenas
      • Odeon of Herodes Atticus
      • Monasteraki Market: mercado com muitos produtos típicos gregos (doces, licores, azeitonas, vestidos, sandálias e outros souvenires)
      • Central Food Market (fecha aos Domingos)
      • Ermou Street
      • Kolonaki: zona mais chique de Atenas. Ideal para tomar um copo ou para um pequeno-almoço/brunch
      • Psirri: zona de street art
      • Exárchia: zona hippie
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Restaurantes:
        • Atitamos: restaurante típico grego com excelente relação qualidade/preço. Recomendamos o grilled chaloumi cheese, o pão pita, as meatballs with mint sauce e o baklava
        • Athens Royal Souvlaki. Recomendamos o greek sausage with pita, haloumi cheese with tomato and pita and chicken gyros
        • Meat the Greek Souvlaki. Recomendamos o Pork Souvlaki e a Biftekakia
      • Cafés/bares:
        • Little Kook Café: um verdadeiro paraíso cor-de-rosa. Este café estava cheio de coisas boas (panquecas, bolos, gelados, refrescos, entre outros). Para além de todo o cenário Disney, ouvia-se música de filmes de animação e as empregadas andavam vestidas estilo Mary Popeens
        • Fresko Yogurt Bar Acropoli. Recomendamos iogurte grego natural com nozes e mel
      • Pastelarias/gelatarias:
        • Milk & Cookies. Recomendamos a cookie de duplo chocolate (branco e de leite) e para acompanhar um copo de leite simples e fresco
        • To Serbetospito tis Nancys: ideal para bolos

  • Chania (Creta)
    • Deslocações:
      • A melhor forma para se deslocarem em Chania é de carro. Não obstante, se estiverem num registo mais low cost existem alguns trajetos que podem ser feitos a pé (por exemplo, a visita às praias mais próximas da cidade) e outros de autocarro público (por exemplo a deslocação do Porto ou Aeroporto para o Centro, bem como a visita a praias mais afastadas). Para visitar as melhores praias, precisam mesmo de carro, caso contrário terão de reservar um tour (o que não fica mais barato e é, na nossa opinião, pior)
    • Praias a visitar:
      • Cidade de Chania (ordenadas das que mais para as que menos gostámos):
        • Marathi Beach (há autocarro público)
        • Agii Apostoli
        • Chrissis Atki
        • Iguana Beach
        • Kladissos
        • Nea Chora Beach
        • Kopum Kapi Beach
      • Região de Chania (ordenadas das que mais para as que menos gostámos): estas são sem dúvida as praias onde devem investir mais tempo e as quais não podem deixar de visitar
        • Balos Beach: é considerada a praia mais bonita de toda a Grécia. A melhor forma para visitarem esta praia é alugarem um carro e visitar a partir de Chania (algumas rent a cars dizem que não se pode ir de carro a Balos Beach, contudo isso não é verdade). Existem tours para Balos Beach mas não recomendamos, para além de não ser mais barato do que alugar um carro, ficam apenas 2-3h na praia. O acesso à praia é feito através de uma curta caminhada (2km). Recomendamos que levem sapatilhas e que cheguem antes das 10h (caso contrário terão bastantes dificuldades em estacionar o carro). Terão de pagar 1€ por pessoa para aceder à estrada que dá acesso à praia.
        • Elafonisi Beach: uma das praias mais icónicas de Creta, pelo seu mar azul turquesa e areia cor-de-rosa. A melhor forma para acederem a esta praia é alugando um carro. Existem tours, mas não recomendamos (são caros e fica-se pouco tempo na praia)
        • Kedrodasos Beach: praia localizada numa baía belíssima, rodeada de montanhas. Obriga a caminhar cerca de 1km
        • Falassarna Beach: praia com ótimos acessos, areal extenso e mar maravilhoso. A única forma para visitar esta praia é alugando um carro
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Cafés/bares:
        • B-Guest: uma ótima opção para um café ou copo low cost com uma fantástica vista sobre o mar (os cafés custam apenas 1€ e as cervejas 1,50€). Recomendamos o iced coffee
      • Pastelarias/gelatarias:
        • Kronos: excelente pastelaria. Recomendamos os diferentes tipos de Baklava, são deliciosos
        • ΞΥΛΟΦΟΥΡΝΟΣ ΑΓΙΟΥ ΝΕΚΤΑΡΙΟΥ: padaria com uma ótima oferta
    • Outros:
      • Visitar o centro histórico da cidade de Chania: passear pelo Old Venetian Port
  • Rethymno (Creta)
    • Deslocações: a cidade bem como as praias da região percorrem-se facilmente a pé. Contudo, existe também um autocarro que percorre o centro e praias por apenas 1€.
    • Locais a visitar:
      • Praia Municipal de Rethymno
      • Adele Beach
      • Missiria Beach
      • Centro histórico de Rethymno. Assegurar que visitam o seguinte:
        • Fortezza Castle
        • Guora gate
        • Rimoni fontain
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Restaurantes. Nyn&Aei: recomendamos o menu de degustação para 2 pessoas. Inclui 6 pratos típicos e vinho grego
      • Pastelarias/gelatarias. Yoo – in: melhor frozen yogurt que alguma vez comemos
  • Agia Pelagia (Creta)
    • Deslocações: a vila de Agia Pelagia é bastante pequena. Se o objetivo for visitar as praias da proximidade podem fazê-lo a pé (não andarão mais de 3km, por trajeto). Contudo, existem também várias rent-a-cars que para além de carros, alugam moto 4 (esta última custa 75€/dia).
    • Praias a visitar:
      • Paralia Agia Pelagia: praia com o melhor mar para mergulhos
      • Praia de Psaromoura: praia muito pequena e que fica com sombra cedo. Devem visitar de manhã
      • Praia de Ligaria: praia com melhor areal (o mais extenso)
      • Praia de Mononaftis
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Restaurantes: Taverna o Nikolas. Recomendamos as gambas fritas e as stuffed courgette flowers
      • Cafés/bares: Península Resort & Spa. O bar tem uma vista fantástica e podem aproveitar para dar um mergulho numa das piscinas
  • Agios Nikolaos (Creta):
    • Deslocações: fizemos todas as deslocações de autocarro público (empresa KTEL). Cada trajeto custa 1,80€ e funciona relativamente bem. Ponderámos alugar um carro, mas o custo e distância não o justificam. Contudo, se tiverem restrições de tempo o melhor será alugar um carro
    • Praias a visitar:
      • Voulisma Beach (fica a 15km de Agios Nikolaos e foi a melhor praia que visitámos. Existe camioneta do centro para esta praia)
      • Almyros Beach (praia da região que tem o areal mais extenso)
      • Ammos Beach
      • Ammoudara Beach
      • Mirabello Beach (praia de um resort de 5 estrelas que estava fechado/abandonado devido à Covid – Wyndham Grand Crete Mirabello Bay)
    • Locais a visitar:
      • Kritsa: aldeia típica de Creta. Vale a pena investir 2h a caminhar pelas ruas desta aldeia. É possível apanhar uma camioneta do centro de Agios Nikolaos para Kritsa
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Restaurantes:
        • Gioma Meze: considerado o melhor restaurante da região. Necessário reservar
        • Karnagio. Recomendamos o pork gyros e o pita kebab
      • Pastelarias/gelatarias:
        • Élena: padaria e pastelaria maravilhosa. Recomendamos o Galaktoboureko (bolo típico grego com massa filo, semolina e vage, de baunilha. Tem um sabor que faz lembrar cerelac, mas melhor)
        • Mhnia’s Bakery: pastelaria. Recomendados o baklava e o frappé de café
        • iScream: o melhor frozen yogurt da cidade por apenas 2,50€ (é bastante mais pequeno que o do Freeze, mas o sabor é sem dúvida melhor)
        • Freeze: doses muito generosas de frozen yogurt por apenas 2,50€
  • Heraklion (Creta)
    • Deslocações: os principais pontos turísticos são bastante próximos, pelo que podem ser visitados a pé. Para visitar Cnossos existe um autocarro público que custa 5€ ida e volta
    • Locais a visitar:
      • Cnossos
      • Old town
      • Venetian arsenals
      • Cathedral of St Minas
      • Agios Titos Church
      • Logia (Town Hall)
      • Venetian Fort of Koules: ideal para ver o pôr do sol
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Restaurantes: Tpiaina: restaurante típico grego. Recomendamos o tatziki, o puré de favas com cebola e a costeleta de porco.
  • Milos:
    • Deslocações: necessário alugar uma scooter ou uma ATV. Embora a ilha seja pequena, não existem caminhos pedestres e as estradas têm subidas e descidas com declives muito acentuados. Não recomendamos que aluguem carro, visto que as ruas das aldeias são muito estreitas e o estacionamento nas principais praias acaba por ser bastante complicado. Na secção dos custos podem consultar a empresa que recomendamos, bem como o seu custo. Uma nota relevante, contrariamente ao que acontece em Portugal, na Grécia a carta de condução B apenas permite conduzir motas de 50cc
    • Praias a visitar (ordenadas da que mais para a que menos gostámos):
      • Praia de Sarakiniko (praia com paisagem lunar. É a praia mais icónica da ilha)
      • Praia de Firopotamos (praia belíssima integrada numa baía com uma pequena aldeia típica a circundar. Mar muito calmo, quente e turquesa)
      • Praia de Firiplaka (areal extenso onde é possível tomar/fazer uma banho/máscara de argila)
      • Praia de Paliochori (ótimos acessos, areal extenso, falésias claras com tonalidades rosa e vermelhas e mar azul esverdeado)
      • Praia de Tsigrado (praia de acesso difícil, mas com uma cor de mar fantástica. Vale apena visitar apenas para ver as vistas)
      • Praia de Papafragas (praia de acesso difícil e com areal muito pequeno. Vale apena visitar apenas para ver as vistas)
      • Praia de Alogomandra
      • Praia de Papikinou
      • Praia de Provata
    • Locais a visitar: vila de Plaka
    • Outros:
      • Assistir ao pôr do sol em Plaka. Existem 2 locais muito bons para o fazer, ambos lado a lado: igreja Catholic Church of Rosario (necessário chegar 30 min antes do sol se por para assegurar um lugar na “primeira fila”), escadaria do lado direito da igreja Catholic Church of Rosario (local praticamente desconhecido, mas cuja vista é igual à da igreja).
  • Ios:
    • Deslocações: necessário alugar uma scooter ou uma ATV. Atenção que o Google Maps não funciona muito bem, uma vez que considera estradas de terra batida com imensa gravilha como uma boa estrada. Tentem seguir sempre por estradas alcatroadas
    • Praias a visitar (ordenadas da que mais para a que menos gostámos):
      • Magganari beach: praia muito selvagem, com um mar maravilhoso. Contrariamente ao indicado pelo Google maps, existe uma estrada alcatroada até à praia
      • Agia Theodoti beach: praia de bons acessos integrada numa baía tranquila, com um mar muito calmo e transparente
      • Psathi beach: praia deserta com ótimo mar
      • Mylopotas beach: praia onde estão localizados os boutique hotéis mais luxuosos da ilha. Areal muito extenso, bom mar e bons acessos
      • Koumpara beach: praia boa para assistir ao pôr-do-sol
    • Locais a visitar: Chora (o centro de Ios)
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Restaurantes: Polydoros. Recomendamos a moussaca, o saganaki e os giant beans
      • Cafés/bares: Pathos Sunset Club and Restaurant. O bar mais giro em que alguma vez estivemos. Tem 2 piscinas infinitas sobre o mar, pistas de dança ao ar livre e o melhor pôr-do-sol de Ios. É uma experiência obrigatória! A entrada com direito a um cocktail e a mergulho na piscina custa 20€ por pessoa
    • Outros:
      • Assistir ao pôr-do-sol junto aos moinhos de Chora. A vista é belíssima
      • Participar numa sunset party no Pathos Beach Club and Restaurant
  • Naxos:
    • Deslocações: não conseguimos alugar mota. Infelizmente, em Naxos, não alugam scooters a quem não tenha a licença AM. Mesmo que se trate de uma scooter de 50cc, não alugam a quem apenas tem a licença B. De realçar o facto de, nas restantes ilhas, não termos tido qualquer problema em alugar mota
    • Praias a visitar (ordenadas da que mais para a que menos gostámos):
      • Praia Paradiso (praia com excelente mar, selvagem e pouco frequentada. Notem que pode ter nudistas)
      • Praia de Agios Prokopios (praia com mar azul turquesa, muito calmo, areal bastante extenso e excelentes acessos)
      • Praia de Agia Anna
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
    • Outros: assistir ao pôr do sol na igreja de Saint Nicolas junto à praia de Agia Anna (é magnífico). Outro local bom para o pôr-do-sol é a praia Paradiso
  • Paros:
    • Deslocações: necessário alugar uma scooter ou uma ATV. Na secção dos custos podem consultar a empresa que recomendamos, bem como o seu custo
    • Praias a visitar (ordenadas da que mais para a que menos gostámos):
      • Praia Kolymbithres (conhecida como as Seychelles da Grécia)
      • Marchelo Beach (praia localizada numa baía, pelo que é ideal para os dias com mais vento)
      • Golden Beach (areal dourado muito extenso e mar turquesa calmo)
      • Faragas Beach
      • Monastari Beach
      • Lageri Beach (praia de nudismo)
      • Plage Sauvage (Messada Beach) (ventosa e com nudismo)
      • Livadia Beach (praia a 10 min a pé do porto)
    • Locais a visitar:
      • Vila de Parikia (principal vila de Paros)
      • Vila de Naoussa (zona mais luxuosa). Assegurar que visitam o Naoussa Old Port e o Naoussa Venetian Castle
      • Vila de Lefkes (vila em plena montanha)
    • Restaurantes, pastelarias/gelatarias e cafés/bares:
      • Restaurantes: Hella. Recomendamos o pork gyros e o pork souvlaki
      • Pastelarias/gelatarias: Vanilla gelataria. Recomendamos os sabores de figo&mascarpone e de snickers
    • Outros:
      • Assistir ao pôr-do-sol na Parasporos Beach

Atenas, Grécia

γεια σε όλους (“Olá a todos”),

Finalmente chegou o tão esperado dia 28 de julho, o dia em que voltámos a atravessar a fronteira do nosso país, desta vez para voar até à Grécia. Depois de um mês passado a visitar as incríveis ilhas dos Açores e da Madeira, regressámos ao continente, mais explicitamente a Fão, onde estivemos 7 dias a descansar. O nosso plano inicial apenas previa que estivéssemos 3 dias em Fão, contudo a Hungria (e o cansaço) trocaram-nos as voltas. Mais especificamente, tínhamos comprado um voo do Porto para Budapeste e outro de Budapeste para Salónica. Contudo, alguns dias após termos comprado o nosso voo, a Hungria passou a obrigar todos os passageiros que chegassem de Portugal a fazer uma quarentena de 14 dias, o que para nós era impossível (apenas tínhamos 12 horas naquele país) e teoricamente não estávamos em escala, visto que tínhamos adquirido 2 bilhetes autónomos. Posto isto, decidimos comprar um novo voo, desta vez um voo direto de Lisboa a Atenas e cuja partida seria 4 dias após a data original.

Posto isto, faltavam menos de 36h para o nosso voo original levantar, quando a Hungria reverteu a sua decisão. Ponderámos bastante. Por um lado, estávamos com imensa vontade de chegar à Grécia o quanto antes (queríamos muito continuar a viajar e tínhamos algum receio de que a Grécia voltasse a impor restrições aos voos oriundos de Portugal), por outro, estávamos fisicamente cansados (o mês que passámos nos Açores e Madeira tinha sido muito intenso. Para terem uma noção, em média, fizemos mais de 20km por dia). Assim, depois de muito pensar e analisar detalhadamente cada um dos cenários, decidimos adiar a nossa ida para a Grécia (por 4 dias). Infelizmente, não conseguimos recuperar o dinheiro gasto nos voos (Porto – Budapeste – Salónica). Contudo, recuperámos parte do valor inerente à estadia em Salónica e o valor do voo de Salónica para Creta (em relação a este voo, tivemos muita sorte, a companhia alterou o horário do voo, tendo-nos dado 3 opções: reembolso integral em dinheiro, reembolso em travel voucher ou apenas aceitar o novo horário). Contrariamente à TAP, ainda existem companhias que cumprem a legislação em vigor e que se preocupam com os seus clientes.

Voltando ao que interessa! Depois de 7 dias passados em Fão e em família, estávamos prontos para novas aventuras. Era dia 28-Jul, quando depois de uma noite bem dormida, acordámos por volta das 7.30am e rumámos à estação das Devesas. Aqui apanhámos o comboio em direção a Lisboa. Chegámos a Lisboa e fomos diretos para o aeroporto. Tínhamos 8 horas de espera (uma valente seca). Tentámos despachar as nossas malas e ir até à nossa gelataria favorita, a Conchanata (Avenida da Igreja, Alvalade, Lisboa), contudo tal não foi possível. Assim, passámos 8 horas à seca no aeroporto. Aproveitámos para ler e ver séries.

Eram 5.30pm quando embarcámos no voo da Agean Airlines em direção a Atenas. Foram 4 horas de voo que passaram literalmente a voar. Aproveitámos a viagem para planear parte da nossa estadia na Grécia. Soube tão bem quando aterrámos em Atenas. Que saudades de aterrar numa cidade fora de Portugal! Chegámos já perto da meia noite e o Diogo ainda foi selecionado para fazer o teste à Covid (na Grécia os passageiros são selecionados aleatoriamente para fazer o teste. Pareceu-nos que testam uma pessoa por reserva). Assim, apenas chegámos ao nosso Airbnb por volta das 2am  (relativamente ao alojamento, ficámos bastante satisfeitos – T1 moderno a 4km da Acrópole). Estávamos exaustos, como tal, comemos umas sandes e fomos dormir.

No dia seguinte apenas saímos de casa por volta das 11am. Eram 11am e já estavam 36 graus, meu deus! Começámos o dia com uma visita ao supermercado, onde nos abastecemos para toda a estadia em Atenas. Ficámos perplexos com a secção de queijos e azeites. Existia tanta, mas tanta variedade destes produtos. 2 bancadas para os queijos e um corredor para os azeites. Outra das coisas que chamou a nossa atenção foi o preço da melancia (6x mais barato do que em Portugal). Mas, vamos ao que interessa! Afinal de contas estamos a escrever um blog de viagens e não uma crónica sobre supermercados.

Começámos por visitar o Museu Arqueológico de Atenas. Ficámos absolutamente encantados com a arquitetura do edifício. Depois, caminhámos até ao Atitamos, onde degustámos uma divinal refeição grega: grilled chaloumi cheese (queijo haloumi assado), pão pita, meatballs with mint sauce e baklava (a melhor sobremesa de sempre). Não podíamos ter escolhido melhor sítio para a nossa estreia nesta fantástica cozinha. Eu sempre gostei de comida grega, mas o Diogo dizia que não gostava. À semelhança do que aconteceu no México (o Diogo também dizia que não gostava de mexicano), o Diogo constatou que a comida grega é incrível. Pelos visto é bastante é elitista e apenas gosta da comida preparada no seu país de origem!

A paragem seguinte foi no fantástico bairro de Plaka. Uma zona muito gira, cheia de lojas, bares e restaurantes. Por momentos parecia que a pandemia tinha acabado. Voltámos a ver ruas movimentadas, voltámos a ver uma cidade cheia de vida! Daqui, partimos até ao Arco de Adriano.

Arco de Adriano.

Posteriormente, visitámos o Templo de Zéus Olímpico, que beleza:

Templo de Zéus Olímpico.

Caminhámos depois por uma das ruas pedestres adjacentes à mítica Acróple, a Dionysiou Areopagitou. Ainda só tínhamos passado umas horas na cidade e já estávamos rendidos à sua riqueza cultural, histórica e arquitetónica.

O ponto alto foi sem sombra de dúvida a visita à Acrópole, um dos edifícios mais antigos e icónicos da Grécia antiga (e até mesmo do mundo). Construída muitos anos antes de Cristo numa das regiões mais altas de Atenas, proporcionou-nos uma verdadeira viagem no tempo, enquanto vislumbrávamos fascinados toda a pólis ateniense. Dentro da Acrópole destacamos, pela sua beleza ímpar, o Teatro de Dionísio e o Parthenon (templo dedicado à deusa grega Atena). Ainda visitámos o Erecteion (templo grego consagrado a Atena e Posídon) e o Templo de Atena Nice. Sorte a nossa que estivemos praticamente sozinhos na Acrópole. Cá entre nós (e vendo o copo meio cheio), a falta de turismo causada pela Covid permite-nos conhecer muito melhor as cidades, acabaram-se as massas, os grupos de milhares de turistas chineses sempre de selfie stick atrás, acabou-se a confusão. Pelo menos (e esperemos que assim seja) temporariamente.

Acrópole.

Após visitarmos a Acrópole, caminhámos 5 minutos até à Areopagus hill, onde ficámos boquiabertos com a beleza de toda a cidade de Atenas. Que vista incrível! De um lado a Acrópole, do outro os milhares de prédios da cidade de Atenas.

Vista de Areopagus Hill.

Posteriormente, fomos visitar o Roman Agora, mais um edifício idílico, com uma belíssima arquitetura, ora vejam lá:

Roman Agora.

Terminámos o dia com uma visita ao movimentado Monastiraki Flea market. Este mercado faz-nos viajar até à Ásia (em plena Grécia). Adorámos.

Bem, chegámos a casa depois das 9pm. Foi um dia em cheio, mas muito (mesmo muito) desgastante: andámos 20km e estiveram 38 graus! Jantámos em casa, à luz das velas, na varanda do nosso apartamento e saboreámos um fantástico vinho típico grego.

Como sabem, a Covid-19 teve um grande impacto na nossa viagem! Para além de nos ter feito rever todos os nossos planos de viagem, também nos fez perder algum dinheiro. Assim sendo, para mitigar o nosso risco, apenas tínhamos marcado voo e estadia para Atenas, contudo tencionávamos passar cerca de 6 semanas na Grécia. Como tal, decidimos passar a manhã e parte da tarde do dia 30 de Julho a planear a nossa estadia. Eram 5pm quando terminámos! Decidimos sair e aproveitar o resto do dia. Mal abrimos a porta sentimos o calor abrasador da cidade.

Começámos por caminhar até à “Panepistimiou Triology”, mais explicitamente: Biblioteca Nacional da Grécia, Edifício Principal da Universidade de Atenas e Academia de Atenas. Dos 3, grande destaque para a beleza da Biblioteca.

Biblioteca Nacional da Grécia.

Continuamos a caminhada até à Syntagma Square, onde se localiza o Parlamento e o túmulo do “Unknown Soldier”. Aqui tivemos oportunidade de assistir ao render da guarda (que acontece uma vez ao início de cada hora). Ficámos com pena dos soldados, estavam 39 graus, e eles com aquela vestimenta quente.

Render da Guarda.

A paragem seguinte foi feita no National Gardens, onde aproveitámos uma sombra para descansar e para nos refrescarmos. Continuámos até ao Milk & Cookies onde partilhámos uma ótima cookie de duplo chocolate (branco e de leite) e um simples (mas maravilhoso) copo de leite gelado.

Como ainda tínhamos tempo, decidimos ir visitar um famoso cemitério da antiguidade grega, o Kerameikos. Andámos, andámos e andámos. Terminámos no meio de uma zona residencial e o Diogo só dizia “o GPS diz que é mesmo aqui”, mas eu não via nada. “Mesmo aqui à direita, ora vê aqui” e assim foi. Era “mesmo aqui à direita”, mas o edifício que víamos era o restaurante Kerameikos (e não o cemitério Kerameikos). Ainda nos rimos um bocado e continuámos a caminhada até à zona hippie ateniense, o bairro de Exárchia. É um bairro cheio de vida, mas estávamos cansados e decidimos continuar até casa, onde jantámos e descansámos.

Novo dia, novas aventuras! Depois de um pequeno-almoço com tudo a que tínhamos direito (iogurte grego, melancia, pão pita torrado, chá gelado e café gelado), rumámos novamente ao centro da cidade, a pé (claro)! A primeira foi no Kerameikos, desta vez, o verdadeiro. Chegámos a este monumento desejosos de que tivesse um espaço com a/c (o que não aconteceu). Estavam 40 graus e tínhamos acabado de caminhar 6km, resultado? Parecia que tínhamos acabado de sair do banho.

Depois de visitar este famoso cemitério da Grécia antiga, visitámos o Templo de Efesto. Posteriormente, visitámos outro dos monumentos mais interessantes de Atenas: o Ancient Agora of Athens, o local onde no passado se discutia política, artes, filosofia, direito, entre outras temáticas. Também era um local onde se tomavam importantes decisões, que impactavam todo o continente europeu.

Ancient Agora of Athens.

A paragem seguinte foi numa biblioteca sem livros! Curiosos? Refiro-me às ruínas da biblioteca mais antiga do mundo a Hadrian’s Library. Já passava das 2pm e o apetite começava a aparecer. Encantados com a gastronomia grega, decidimos ir até ao restaurante. Athens Royal Souvlaki. Almoçámos greek sausage, haloumi cheese com tomate, pão pita e chicken gyros. Mais uma vez, tudo delicioso.

Hadrian’s Library.

Da parte da tarde, visitámos a Igreja de Panaghia Kapnikarea, o Liceu (de Aristóteles) e, o incrível, o fantástico, o icónico …. Panathenaic Stadium. Adorámos esta visita. Foram mais de 2 horas a conhecer toda a história deste estádio e do importante papel que o mesmo desempenha nos Jogos Olímpicos. Valeu cada pinga de suor (estavam 40 graus e não havia sombras). Terminámos o dia num bar, a refrescar-nos com uma cerveja Mythos bem geladinha.

Estádio Panathenaic.

O primeiro dia de Agosto começou num café que mais parecia a Disneyland, o Little Kook Café, um verdadeiro paraíso cor-de-rosa. Este café estava cheio de coisas boas (panquecas, bolos, gelados, refrescos, entre outros). Para além de todo o “cenário”, ouvia-se música de filmes de animação e as empregadas andavam vestidas estilo Mary Popeens. Foi um verdadeiro regresso à infância.

Little Kook Café.

Daqui, seguimos para a movimentada Ermou Street, voltando a visitar o Monasteraki Market (quem nos conhece sabe que adorámos um bom mercado e uma boa negociata de preços).

Visitámos depois a Catedral Metropolitana de Atenas, uma belíssima Igreja Ortodoxa. Almoçámos comida grega (again), no Meat the Greek Souvlaki. Comemos um delicioso Pork Souvlaki e Biftekakia. Vejam este aspeto:

Caminhámos mais um pouco pelas movimentadas ruas de Atenas e aproveitámos para visitar algumas lojas (para aproveitar o a/c. Uma excelente dica para porem em prática quando visitam cidades com mais de 40 graus). Apetecíamos um docinho (somos muito gulosos). Depois de analisar os vários cenários optámos pelo iogurte grego com nozes e mel (no Fresko Yogurt Bar Acropoli). Muito bom.

Como estávamos ao pé da Acrópole, aproveitámos para ir visitar o Museu da Acrópole. Daqui fomos até ao Odeon of Herodes Atticus. Foram 15 min de caminhada que pareceram uma eternidade. Parecia que estávamos a andar a pé dentro de uma sauna, ou até mesmo de um forno. Eu não me contive e despejei uma garrafa de 1 litro de água pela cabeça abaixo. Foi a única maneira de refrescar (por minutos).

Como se costuma dizer, deixámos o melhor para o fim. Íamos a caminho do Philopappos Monument quando descobrimos uma das vistas mais bonitas que já contemplamos e (sem dúvida) a melhor vista da cidade de Atenas. Tirámos imensas fotografias.

Terminámos mais um longo dia a caminhar por uma zona de street art, a zona de Psirri.

Era domingo (2-Ago) e era o nosso último dia na cidade de Atenas (pelo menos nesta etapa da viagem). Decidimos acordar bem cedo e passear pela cidade (tínhamos de fazer o check-out do nosso apartamento às 2pm). Assim, visitámos a zona mais chique, o bairro de Kolonaki. Rapidamente nos apercebemos que era uma zona muito rica: os prédios, os cafés, as lojas e até o aspeto das pessoas. Uma zona muito gira para tomar um copo ou, se forem mais matutinos como nós, um bom pequeno-almoço ou brunch. Posteriormente tentámos visitar o Central Food Market, que por ser Domingo, estava encerrado. Ainda visitámos a famosa pastelaria To Serbetospito tis Nancys. Não conseguimos comer nada, mas os bolos tinham um aspeto excelente. Regressámos a casa, onde depois de recolher as nossas mochilas, nos dirigimos até ao metro. Tínhamos barco para Creta às 10pm, ainda faltavam muitas horas, mas estávamos muito carregados (+ de 20kg às costas) e estavam 38 graus. Assim sendo, decidimos apanhar o metro até ao Porto de Piraeus. Ficámos fascinados com a enorme confusão deste porto: imensos barcos a atracar, outros a partir, filas enormes de carros, filas de pessoas, filas de táxis, a verdadeira confusão. Deixámos as malas num luggage storage e fomos explorar os arredores (sem interesse). Pelo caminho encontrámos uma hamburgueria moderna, com wifi, tomadas e a/c, ou seja, perfeito para “passar tempo”. Ainda não tínhamos almoçado e já eram 4pm, ou seja, estávamos esfomeados. Comemos mais uma vez comida grega (repetimos os gyros com tatziki), uma delícia. O resto do tempo foi passado a planear a semana que iriamos passar em Chania.

Eram 7.30pm quando entrámos a bordo do nosso ferry para Creta. Um barco de 10 andares, com imensos bares, restaurantes, lojas, etc. Enfim, enorme! Como estamos a viajar num formato low cost comprámos os bilhetes mais baratos, que não têm lugar marcado e apenas nos permitem estar no deck ou nos bares. Rapidamente encontrámos um canto ótimo para passar a noite, ora vejam lá:

Atracámos em Chania às 7am, mas esta aventura fica para o próximo capítulo. Relativamente a Atenas, é na nossa opinião uma capital europeia riquíssima que vale muito a pena visitar. Toda a história e mitologia grega são absolutamente fascinantes. A cidade, embora em plena UE, tem muitas partes que nos fazer lembrar a confusão das movimentadas cidades asiáticas (por exemplo, vê-se muita gente a andar de mota sem capacete). Tem também bairros giríssimos, com bares e restaurantes cheios de pinta. Resumindo, pode dizer-se que a cidade é uma fusão de história, arquitetura, gastronomia, mitologia e movida. Tirem 4 dias e vão até Atenas ver pelos vossos próprios olhos, não se vão arrepender!

Τα λέμε σύντομα (“Até já”),

F&D

Naxos & Paros, Grécia

Caríssimos leitores,

Escrevemos-vos o início deste post a bordo de um ferry em direção a Paros. Saímos de Naxos há menos de 1h, são 3pm do dia 5-Set. Mas não nos adiantemos!

Como vos contámos no nosso último post, deixámos Ios no 1.º dia de setembro. Eram 9.30 am quando ancorámos em Naxos. Como já se vem tornando tradição, tínhamos um motorista à nossa espera (tudo incluído no serviço do hotel que reservámos).

Ainda era cedo, pelo que tivemos de esperar 1h para que o nosso quarto ficasse pronto. Ficámos muito bem instalados num aparthotel em Agia Anna (zona onde estão as melhores praias de Naxos). Aguardámos enquanto tomávamos um delicioso café de filtro preparado por um dos filhos do dono. Depois tratámos de toda a burocracia do check-in, também com o filho do dono. Contrariamente ao que estão a pensar, o filho do dono não era nenhum jovem ou adolescente, mas sim uma criança de 7 anos e já tinha um ajudante (o irmão, de apenas 5 anos). Achámos imensa piada aqueles “mini-adultos”. Foram sempre muito profissionais (claramente estavam a aproveitar as férias escolares para aprender mais sobre o negócio da família).

Estávamos bastante cansados, andávamos a dormir pouco e os últimos dias tinham sido vividos muito intensamente. Assim, decidimos tirar o dia para tratar do nosso plano de regresso à vida ativa em Portugal. Passámos o dia na varanda do nosso estúdio, cuja vista sobre o mar era maravilhosa! Apenas saímos para dar um passeio na praia e para ir ao supermercado.

Depois de uma tarde a descansar, começámos o dia seguinte cheios de energia e vontade de “voltar” à viagem. Tínhamos pré-planeado alugar uma mota. Contudo, vimos em vários rankings que a melhor praia da ilha – Agios Prokopios – ficava a 1km do nosso hotel, pelo que caminhámos até lá.

Praia de Agios Prokopios.

Ao aproximarmo-nos da praia já víamos um mar imenso, com uma cor absolutamente fantástica – aquele azul turquesa maravilhoso! Estava muito calor, pelo que chegámos, estendemos rapidamente as toalhas e fomos logo dar um longo mergulho. Foi um dia maravilhoso, entre mergulhos, leitura, conversas e podcasts. O dia terminou com este belíssimo pôr-do-sol.

Pôr-do-sol na praia de Agios Prokopios.

Dia 3-Set começou com um EMOM de 30 minutos (para quem não sabe, o EMOM é uma das modalidades dos treinos de alta intensidade – Every minute on the minute – cujo objetivo é terminar um determinado número de repetições de um exercício no menor tempo possível para posterior descanso até se completar 1 minuto). Terminámos o treino esfomeados e preparámos um bom pequeno-almoço (pão pita, queijo fresco, aveia, iogurte, laranja com canela e café com leite) que foi tomado na varanda do nosso estúdio.

O plano inicial era alugar uma mota e visitar umas praias que ficavam a 20km do nosso alojamento. Contudo, fomos apanhados de surpresa e não podemos alugar mota nenhuma. Contrariamente ao que acontece nas restantes ilhas, em Naxos não alugam scooters a quem não tenha a licença AM. Reparem que nas outras ilhas conseguimos alugar scooters de 50 cc sem qualquer tipo de entrave (até percebemos que as regras variem dentro dos países da UE, agora entre ilhas de um mesmo país não faz qualquer sentido). Ainda ponderámos alugar um carro ou até uma moto 4, mas era tudo muito caro. Na verdade, estávamos instalados na melhor zona de praia de Naxos, pelo que não fazia muito sentido estar a investir tanto dinheiro no aluguer de um carro/ATV.

Resignados, fomos até à maravilhosa praia de Agios Prokopios. Da parte da tarde, ainda visitámos a praia de Agia Anna (também muito bonita).

Praia de Agia Anna.

Não podíamos ter terminado o dia de melhor maneira: vimos o pôr-do-sol junto a uma igreja linda (Saint Nicolas)! Não temos fotografias da igreja uma vez que se estava a realizar um baptizado e não quisemos incomodar (nem correr riscos desnecessários de Covids). Mas vejam lá este pôr-do-sol:

Pôr-do-sol junto à igreja da praia de Agia Anna.

Enquanto assistíamos a este magnifico pôr-do-sol, degustámos um delicioso vinho tinto grego. Ficámos a apreciar a paisagem até ao cair da noite.

Decidimos ir jantar ao melhor restaurante da ilha (de acordo com o ranking do tripadvisor – Traditional Greek Tavern Giannoulis). Bem, que decisão fantástica. Comida ótima a preço de saldo! Pagámos menos de 25€ e comemos: feijão frade e puré de grão (entrada oferecida pelo restaurante), pão de cereais ancestrais, sardinhas na brasa com salada grega, moussaka (somos fãs e esta era especialmente divinal), água, bolo estilo tiramissu e licor de ouzo (também oferecidos pelo restaurante). Para além da comida ser divinal, o ambiente era muito típico e bonito.

Último dia (completo) em Naxos! Sem mota, decidimos ir de autocarro público até à praia de Mikri Vigla, em Plaka. Assim foi, mas o autocarro que apanhámos só ia até uma determinada zona de Plaka, pelo que decidimos ir a pé pela praia, sem destino! Parámos naquela que nos pareceu a melhor zona – estava deserta! Mais uma vez, água quente, transparente e turquesa, areal extenso e côr de farinha! O verdadeiro caribe:

Praia Paradiso.

Esta praia, por estar deserta e ser muito selvagem, fez-nos viajar até à Secret Beach, em Tulum, México. O único contraponto, nestas ilhas, o selvagem e deserto são (quase) sempre sinónimo de praias de nudistas!

Passámos todo o dia nesta maravilhosa praia! Por ser tão extensa, conseguimos dar uma boa caminhada. Terminámos o dia a beber uma cerveja na areia, enquanto assistíamos a mais um pôr-do-sol.

No dia seguinte decidimos acordar bem cedo. Tínhamos barco para Paros à 1pm e queríamos ainda aproveitar para dar um último mergulho em Naxos. E assim foi. Depois de um rápido pequeno-almoço caminhámos até à praia Paradiso, onde estivemos cerca de 2h. Regressámos ao hotel e o nosso host levou-nos até ao porto. O barco atrasou mais de 1h, estava uma “tempestade de vento” nas Cyclades, como tal o mar estava uma loucura.

Depois de uma viagem de 1h30 chegámos a Paros. Já tínhamos o nosso novo host à espera. Um registo semelhante ao das ilhas anteriores (i.e. o dono do hotel é one man show). Desta vez, nem nos tinham informado de que teríamos boleia do porto para o apartamento, pelo que nos pareceu ser mesmo tradição das Cyclades.

Como estava muito vento, decidimos passear pelo centro de Parikia. Um verdadeiro enquanto. Tudo em tons de branco e azul, com buganvílias cor de rosa e uma decoração belíssima. Ora vejam lá

Ruas de Parikia.

Aproveitámos o passeio para procurar um local para alugar uma scooter. Encontrámos um sítio fantástico que nos alugava a mota por apenas 10€/dia, sendo importante realçar que foi a melhor mota que alugámos (de sempre)!

6-Set, acordámos cheios de vontade de explorar Paros. Felizmente o vento tinha passado. Tomámos o pequeno-almoço na varanda do nosso quarto, que tinha uma vista belíssima sobre o imenso mar mediterrâneo. Começámos por visitar a Marchelo Beach, bem que maravilha de praia. Ficámos encantados com aquele mar. A praia era tão boa que acabámos por ficar lá mais de 8h (uma loucura!).

Marchelo Beach.

No regresso, decidimos ir ver o pôr-do-sol a uma praia próxima da vila principal de Paros – Parikia. Reparámos que afinal o depósito de gasolina estava vazio (e não cheio como o Diogo distraidamente pensava quando alugámos a mota – vejam lá que confundiu “Empty” com “Full”). Como podem imaginar, os planos para ver o pôr-do-sol ficaram temporariamente em stand-by. Fomos literalmente em contagem decrescente de metros até à bomba de gasolina, a rezar para que a mota não ficasse a meio caminho. E conseguimos lá chegar.

Problema ultrapassado, fomos ver o pôr-do-sol à praia de Livadia. Belíssimo, num enquadramento incrível com uma série de veleiros atracados no mar.

Pôr-do-sol Livadia.

Terminámos o dia em casa, jantar uma massa com atum (já tínhamos saudades. E não, não estou a ser irónica!).

Novo dia, novos destinos. Começámos o dia na praia de Kolymbrithres. Muita gente diz que a praia faz lembrar as Seychelles (quer pelo tom da água do mar, quer pelo tom das rochas que a circundam). Como nunca fomos às Seychelles, não o podemos confirmar. Contudo, é certo que foi a praia mais bonita que visitámos em Paros! O único defeito é ter pouco areal. Ainda assim, conseguimos arranjar um canto em que, na maior parte do tempo, serviu quase como praia privativa.

Praia Kolymbithres.

A segunda praia que visitámos foi a praia de Monastiri. Uma praia inserida numa baía gira, mais numa onde de aproveitar o bar da praia e a respectiva música. Demos apenas um mergulho e seguimos para a praia de Lageri. Esta última foi a praia mais isolada e distante que visitámos (claro está que era uma praia com nudismo).

Praia Lageri.

O final do dia foi dedicado a visitar a vila de Noussa, o local da ilha onde estão os boutiques hotéis mais luxuosos, bem como um porto antigo e até uma espécie de castelo. Adorámos passear pelas ruas de Noussa. Vimos sítios muito giros para jantar ou tomar um copo!

Ruas de Noussa.

Regressámos a Parikia e depois de um banho rejuvenescedor fomos jantar ao restaurante Hella. Comemos bem, tratava-se de uma taberna típica grega muito perto do porto de Paros. Partilhámos um prato de pork gyros e pork souvlaki, acompanhados de salada, tatsiki, pita e meia dúzia (literalmente) de batatas fritas. Gulosos, decidimos ir comer um gelado. Ainda bem que o fizemos, para além de termos dado um ótimo passeio pelas encantadoras ruas de Parikia, ainda comemos um gelado ótimo de figo, mascarpone e snickers.

Começámos o dia com um treino de 30 min! Seguimos para a Plage Sauvage (aka Messada Beach). Como o próprio nome pode dar a entender, era uma praia altamente isolada e selvagem (ou seja, tinha nudismo). Contudo, o enquadramento da praia era belíssimo. A destacar as formações rochosas!

Plage Sauvage (Messada Beach).

Tínhamos a mota estacionada dentro do parque de uma moradia particular em que apenas estava o jardineiro, pelo que, com receio que fechassem o portão, só tivemos mesmo tempo para tirar umas fotografias. Seguimos para outro dos ex-libris de Paros, a famosa Golden Beach. (Mais) uma praia magnífica, ideal para relaxar todo o dia. Tivemos sorte, supostamente esta praia é muito ventosa e ideal para windsurf, mas no dia em que a visitámos apenas corria uma breve brisa.

Golden Beach.

Da parte da tarde fomos visitar a Faragas Beach, onde passámos mais de 3h. A praia era muito gira, mas tinha um enorme defeito (pelo menos para nós): bar com música para a praia. Conseguimos instalar-nos num dos cantos da praia e mitigar o barulho causado pela música. A água desta praia é belíssima e altamente transparente.

Terminámos o dia com mais um sunset, na verdade o último nas ilhas gregas (oh my god, 46 dias que passaram a voar). Sentados no areal da Parasporos Beach, bebemos uma cerveja grega e brindámos à sorte que temos em estar a fazer esta viagem. Enquanto isto vimos o sol a pôr-se no horizonte.

Sunset na Parasporos Beach.

Começámos o nosso último dia nas Cyclades com uma visita à vila de Lefkes. Uma vila encantadora, em plena montanha. Estamos ambos encantados com a arquiteturas e coerência das Cyclades. Está tudo tão bem tratado e decorado que dá muito gosto ver!

Depois de 2h a passear nas ruas e ruelas de Lefkes e de algumas (vá muitas) fotografias, seguimos até à vila de Parikia, para entregar a nossa mota. Já sem meio de transporte, caminhámos até à praia de Livadia, onde almoçámos e passámos o resto do dia. Estávamos a sentir um misto enorme de sensações, por um lado estávamos felizes com a oportunidade de conhecer tão bem a Grécia e as suas magnificas ilhas, praias, gastronomia e cultura, por outro, tristes, afinal de contas não voltaríamos a fazer praia na nossa lua-de-mel (é verdade, os 9 meses estavam a 3 semanas de terminar). Tentámos não pensar no assunto e aproveitar o momento. Focámo-nos no que ainda estava para vir – a Polónia e a Alemanha.

Eram 7.30pm de 9-Set quando apanhámos o último ferry destes 9 meses de viagem. O misto de sensações continuava! Foram 4h de viagem até Piraeus (Atenas). Depois de uma viagem de metro lá chegámos ao nosso hotel, em pleno centro de Atenas.

Passámos mais 2 noites em Atenas, que na verdade se traduziram apenas num full-day (chegámos já depois das 00 e deixámos a cidade às 9am de 11-Set). Estes últimos momentos na Grécia foram passados a passear pelas ruas de Atenas, a despedirmo-nos da gastronomia grega (a qual nos apaixonou) e a fazer compras.

Deixámos Atenas no dia 11-Set pelas 9am num voo em direção a Wroclaw, onde iremos passar mais de uma semana com o Pepy e a Magda (para quem não conhece, o irmão do Diogo e a minha cunhada).

Voltando à Grécia, foram 46 dias absolutamente inacreditáveis. Somos mesmo uns sortudos e a Grécia é um país incrível que todos devem visitar pelo menos uma vez na vida. Despedimo-nos do país com a promessa de regressar num futuro muito próximo. A verdade é que, no plano inicial, estes 46 dias deveriam ter sido passados na Indonésia, mas a Covid trocou-nos as voltas. Há mesmo males que vêm por bem! Obrigada Grécia!

Até breve,

F&D

Milos & Ios, Grécia

Olá a todos,

Estávamos em Heraklion (Creta) e já passava das 11pm quando, depois de mais de 2h de atraso, embarcámos num ferry noturno com destino a Milos. Rapidamente nos instalámos no ferry, tendo procurado um canto isolado que nos permitisse deitar. E assim foi, com as nossas 4 toalhas estendidas e as nossas mochilas conseguimos fazer uma espécie de “cama”. Dormimos mais de 5h seguidas sem ninguém nos incomodar. Eram 5am quando um dos membros do staff nos acordou. Acordámos sobressaltados a achar que já tínhamos chegado, ou pior, que não tínhamos saído no local correto (o barco que apanhámos ia até Atenas, sendo que pelo caminho parava em 5 ilhas). Mas não, depois de muito esforço para entender o seu “greguês” (inglês + grego) lá percebemos que não podíamos dormir no chão. A solução que nos deu? Juntar 2 poltronas e dormir aí. E assim foi! Acordámos novamente por volta das 7am, quando ancorámos em Santorini. Curiosos, fomos até ao convés espreitar, mas não conseguimos ver nada de especial! Regressámos ao nosso “quarto” e dormimos seguido até chegarmos a Milos.

Mal atracámos em Milos foi amor à primeira vista. Um mar que mais parecia um lago, rodeado de montanhas. Um verdadeiro postal. E algo inédito aconteceu nesta nossa viagem em regime mochiheiro – tínhamos um motorista à nossa espera com uma placa com o nosso nome. De mochila, lá entramos num mercedes topo de gama que nos transportou até ao nosso apartamento. Ficámos encantados com o airbnb que tínhamos reservado: uma casinha branca e azul (típica grega) com mais de 500 anos de existência e totalmente remodelada. Da janela da cama tínhamos uma vista sobre toda a aldeia. A aldeia em si, tal como as restantes aldeias da ilha, era caracterizada por muitas casas térreas, brancas, com portas azuis. Para além das casas, existiam muitas igrejas pequeninas com telhado pintado de azul.

Depois de nos instalarmos, fizemos uma visita rápida ao supermercado mais próximo. No caminho, rebentei as minhas havaianas (havaianas compradas em Medellín, Colômbia, em março de 2019). Foram 8 meses a utilizar as mesmas havainas, já quase nem tinham sola! O regresso a casa foi feito com um pé calçado e outro descalço. Podia ter sido pior! A fome apertava e decidimos almoçar em casa uma massa com camarão. E mais uma peripécia aconteceu. Os supostos camarões tinham ótimo aspeto, eis se não quando, na primeira garfada, percebemos que não eram camarões, mas sim delícias do mar em formato camarão (sabemos que em Portugal vendem delícias do mar em formato de lagostim, mas em formato de gamba nunca tínhamos visto). Que deceção!!

Da parte da tarde fomos visitar uma das praias mais conhecidas de Milos, a praia de Sarakiniko. A pedra envolvente é tão branca e tem um formato tão estranho que parece que estamos na lua. A beleza é de cortar a respiração. As suas características invulgares advêm da erosão da rocha vulcânica pelo vento e pelas ondas. Ora vejam lá se não parece mesmo que estamos no espaço?

Sarakiniko.

A deslocação até esta praia foi feita a pé, foram mais de 40 min a andar a pé numa estrada de curva contracurva, com imensas subidas e descidas acentuadas. Rapidamente percebemos que teríamos de alugar uma mota. E assim foi. No final do dia, fomos até à vila de Adamantas (maior aldeia da ilha) para procurar um sítio para alugar mota. Tínhamos visto na internet a 13/15€, mas localmente ninguém nos queria fazer abaixo de 20€. Continuámos a nossa busca e felizmente conseguimos encontrar um local que nos alugou uma scooter de 50cc por 15€/dia (contrariamente ao que acontece em Portugal, na Grécia a carta de condução B apenas permite conduzir motas de 50cc). Já passava das 8pm quando alugámos a mota. Assim, o regresso a casa foi iluminado por uma incrível luz de pôr-do-sol. No caminho ainda parámos a mota para apreciara as vistas e tirar umas fotografias.

Sunset em Plaka.

O jantar, à semelhança de todos os jantares que fizemos nesta ilha, foi feito em casa. Tínhamos um excelente apartamento com uma cozinha moderna e bem equipada, pelo que não havia necessidade de jantarmos fora.

Dia 25-Ago, depois de um treino rápido e de um maravilhoso pequeno-almoço, montámos o nosso motão (kidding) e partimos à descoberta da ilha de Milos. A primeira paragem foi feita na praia de Firopotamos, onde passámos um belo par de horas. Esta praia é belíssima, estando integrada numa baía com uma pequena aldeia típica a circundar. Até uma capela tinha! Para além de tudo isto, ainda tinha um mar azul turquesa, muito calmo, quente e transparente. Ficámos tão encantados que tirámos cerca de 50 fotografias em 1h!

Firopotamos.

Voltámos à estrada e rumámos até à “praia” de Papafragas. Coloquei praia entre aspas visto que na verdade Papafragas tem um areal minúsculo onde não conseguem estar mais de 10-15 pessoas ao mesmo tempo. Por estarmos em plena pandemia, decidimos não estender a toalha e apreciar apenas as vistas. Como podem ver nas imagens abaixo, as vistas valem a visita!

Papafragas.

A fome apertava, eram quase 4pm e ainda não tínhamos almoçado. Conduzimos até à praia de Alogomandra, onde almoçámos. Uma praia com um ótimo mar (baía) e um areal extenso. Na prática o areal dividia-se em duas zonas. Uma com poucas pessoas (onde decidimos ficar) e uma outra mais lotada. Claro que a mais lotada tinha um enquadramento ligeiramente mais bonito, com as rochas típicas da ilha.

Alogomandra.

Saímos da praia por volta das 6.30pm e fomos até à aldeia de Plaka. Plaka foi para nós uma das vilas mais bonitas que alguma vez visitámos – casas muito bem conservadas, pintadas de branco, com portas de madeira pintadas em tons de azul, alpendres e escadarias também lacados a azul, imensas buganvílias cor de rosa, enfim, um verdadeiro postal. Em Plaka, mais especificamente na Catholic Church of Rosario, assistimos a um vibrante pôr do sol. Tivemos 1h a contemplar a vista e a assistir ao sol a descer por entre as montanhas que se avistavam na linha do horizonte. No momento em que o sol se pôs, por volta das 8pm, gerou-se um aglomerado de pessoas e muita confusão (felizmente, como fomos cedo, estávamos na “primeira fila”). Esperámos que o aglomerado dispersasse antes de abandonarmos o local e regressarmos ao nosso apartamento.

Sunset na Catholic Church of Rosario.

Bem, andar numa mota de 50cc nas estradas de Milos é uma verdadeira aventura: parece que estamos a andar num daqueles carros para crianças de 2 anos. Imaginem lá que, nas subidas, a mota não passava dos 5km/h.

Depois de uma noite de sono revitalizadora, acordámos, tomámos o pequeno-almoço e voltámos à estrada. Começámos por visitar a praia de Firiplaka. Uma praia com uma falésia ao longo do seu extenso areal. Em cima da praia, existia um bar de praia muito giro, com algumas camas. Contrariamente ao que acontecia em grande parte das praias de Creta, aqui há poucos bares de praia e, consequentemente, poucas zonas concessionadas e “pilhadas” de espreguiçadeiras. Passámos a manhã nesta praia! Eu ainda tive tempo para fazer uma máscara de argila (a praia tinha imensa pedra de argila). O Diogo não teve coragem, acha aquilo estranho e desconfortável. A certa altura levantou imenso vento e mudámo-nos para uma mini-praia de pedrinhas, mesmo ao lado desta praia e onde almoçámos um snack rápido.

Firiplaka.

Da parte da tarde, fizemos uma primeira paragem na praia de Tsigrado. Uma praia bastante pequena e de acesso particularmente difícil. Reparem que, para se aceder à praia se tinha de descer a falésia por uma fenda. A fenda tem uma corda e um escadote, meso assim, não inspiram grande confiança. Como o areal era pequeno e estavam algumas pessoas lá em baixo, decidimos apenas apreciar a vista. Vá, e na verdade não nos quisemos meter em sarilhos com a descida (ainda estamos traumatizados com a descida do Pico).

Tsigrado.

A segunda paragem foi feita na praia de Provata, onde passámos o resto do dia. Em cima da praia existia um bar com internet e, como tal, aproveitámos para por as nossas redes sociais e emails em dia (estávamos sem internet há quase 2 dias – falha geral na zona da ilha onde estávamos instalados).

Gostámos tanto de Plaka que decidimos lá voltar. No caminho, parámos para comprar umas cervejas Mythos bem frescas (a melhor cerveja grega) e uns snacks. Descobrimos umas escadas ao lado da Catholic Church of Rosario e ali nos instalámos. Cerveja gelada na mão, Bossa Nova a tocar no Spotify e o sol a pôr-se no horizonte! Todos os dias deviam terminar assim. Foi maravilhoso.

O nosso 4.º dia na ilha de Milos começou na Vodafone! Como estávamos sem internet há bastante tempo, a Vodafone ofereceu-nos (na verdade ofereceu ao dono do nosso Airbnb) 2 cartões com 35GB cada, para 1 semana). Depois, lá pegámos na nossa mota e fomos até à praia de Paliochori. (Mais) uma praia incrível! Com um areal enorme, bom estacionamento para motas, bares de praias giros, tranquilos e distanciados, falésias claras com tonalidades rosa e vermelhas! Ah, e já me esquecia, o mar? 100% de visibilidade, quente e de cor azul esverdeado.

Paliochori.

Gostámos imenso desta praia, pelo que ficámos praticamente todo o dia. Saímos apenas por volta das 6pm. No regresso, ainda parámos 1h na praia de Papikinou. Uma praia muito próxima do aeroporto cujas águas são muito boas para a pele. O mar em si parecia mais um lago do que oceano. É uma praia serena, com relva e areia.

Entretanto, lá tivemos de entregar a nossa mota no Nicki Motors e caminhar 30 minutos até ao nosso Airbnb.

O nosso último dia em Milos foi passado numa das nossas praias favoritas, a praia de Firopotamos (a tal da aldeia com a igreja). Tivemos de caminhar 40 min para chegar a esta praia, mas valeu o esforço. Foram 8h passadas a ler, dormir, conversar, ouvir podcasts e, acima de tudo, dar muitos mergulhos! Não podíamos terminar a nossa estadia de melhor maneira. Adorámos Milos!

Dia 29-Ago, acordámos por volta das 5 da madrugada (uma verdadeira tortura) e caminhámos 35 min de mochila às costas até ao porto de Milos. Eram 6.30am quando embarcámos num ferry de 5h em direção ao nosso próximo destino: Ios! A viagem de barco foi muito calma e teve algumas paragens nas ilhas que ficam entre Milos e Ios.

Chegámos a Ios por volta das 11am e, à semelhança do que aconteceu em Milos, tínhamos um motorista à nossa espera (vamos ficar mal-habituados!). Depois de nos instalarmos no nosso hotel (muito funcional e bem localizado), fomos ao supermercado, almoçámos e alugámos uma mota.  

A primeira praia que visitámos em Ios foi a praia de Magganari. Chegar a esta praia foi uma verdadeira loucura. Decidimos seguir o GPS e, para além de nos termos enganado 2 vezes, quando demos por nós, estávamos num caminho que nem de cabras era digno. Terra batida, gravilha, declive extremamente acentuado, o que podíamos pedir mais? Talvez uma mota com mais força, uma ATV ou um jipe. Houve um momento da viagem que a mota simplesmente não conseguia subir a estrada. Assim, tive de sair da mota e fazer a subida a pé, enquanto o Diogo lá tentava subir com a mota. Foram mais de 30 minutos de pura tortura. Acreditem que devem existir provas de BTT com trajetos bem mais amigáveis. Quando terminámos a subida percebemos que era um atalho e que existia uma estrada em asfalto. Por um lado, ficámos passados, afinal de contas tínhamos as costas desfeitas para nada. Por outro, foi um alívio pensar que não teríamos de percorrer aquele caminho novamente (até porque desta vez seria a descer).

Chegámos à Magganari já passava das 4.30pm, ainda assim, conseguimos aproveitar bastante bem a tarde de praia. Ficámos encantados com a sua beleza!

Magganari.

Terminámos o dia na vila de Chora, a assistir a um belíssimo pôr-do-sol. Na verdade, o mais bonito que tínhamos visto até à data.

Sunset em Chora.

Ainda demos um passeio por Chora e percebemos que é uma vila cheia de vida, com muitas lojas, bares e restaurantes. Para além disso, tem uma arquitetura típica das cyclades, o que lhe dá muito charme e encanto. Tal como Milos, as primeiras impressões de Ios foram muito boas!

Novo dia, novas aventuras! E assim foi, pegámos na mota e rumámos até à Agia Theodoti Beach, uma praia com ótimos acessos, integrada numa baía tranquila. Foi ótimo para relaxar e aproveitar o fantástico mar turquesa. Da parte da tarde, fomos até à Mylopotas Beach, uma praia extensa localizada na baía onde se encontram os principais boutique-hotéis de luxo da ilha.

Agia Theodoti Beach.

Por volta das 6pm rumámos até ao Pathos Sunset Club and Restaurant, onde assistimos a um dos melhores sunsets dos últimos meses. Diríamos que está no top 3, a concorrer com o Deserto do Atacama e com o Salar do Uyuni. Bem, trata-se de um bar giríssimo, com 2 piscinas infinitas sobre o mar. Para além de tudo isto, o Dj era fantástico e estava muito pouca gente (o que valorizamos bastante devido à pandemia). Depois de mil e uma fotografias, demos um mergulho e tomámos um maravilhoso cocktail de maracujá. Assistimos a sol a pôr-se mesmo à nossa frente, enquanto ouvimos Pavarotti. Muito, muito giro! Deu para matar saudades de dançar e ao mesmo tempo vislumbrar um dos melhores pôr-do-sol de sempre! Podemos ter tido uma experiência deturpada, uma vez que o bar estava com 1/10 da capacidade. Ainda assim, se algum dia estiverem em Ios têm obrigatoriamente de assistir a um sunset neste bar (a entrada com direito a um cocktail e a mergulho na piscina custa 20€ por pessoa).

Sunset em Pathos.

Depois deste final de dia ímpar, decidimos ir jantar fora. Chegámos ao Polydoros já perto das 10pm. Taberna típica grega onde se come maravilhosamente bem. Comemos Moussaca, Saganaki (fried haloumi cheese) e giant beans. Terminámos a refeição com um delicioso baklava.

31-Ago, último dia na ilha de Ios. Começámos por visitar uma praia deserta, cheia de árvores, a Psathi Beach, onde passámos um bom par de horas. Da parte da tarde visitámos a Koumpada Beach. Em termos de praia, foi a mais fraca que visitámos, não obstante, é a melhor praia para assistir ao pôr-do-sol (que, by the way,é inacreditavelmente bonito). Assim, não podíamos ter escolhido melhor paisagem para nos despedirmos de Ios, a ilha que tanto nos encantou!

Psathi Beach.

Na verdade, estivemos até à última da hora a decidir se deveríamos ou não visitar esta ilha. Havia quem dissesse que era muito ventoso, havia quem dissesse que era uma ilha estilo Ibiza, ou seja, de muita festa. Felizmente decidimos pôr os nossos preconceitos de parte e visitar Ios. Foi sem sombra de dúvida das ilhas que mais gostámos. Não apanhámos um único dia com vento, nem uma única festa. Em relação ao vento tivemos muita sorte! Em relação às festas, estando em plena pandemia, as discotecas estão todas encerradas e, como tal, a ilha deixa de atrair os jovens europeus que rumam a Ios para beber (muitos) copos e sair à noite. Não sabemos como são as festas, mas sabemos que as praias, as paisagens e os pôr-do-sol são absolutamente fantásticos. Ios foi uma das melhores surpresas desta viagem!

No dia seguinte madrugámos, uma vez que tivemos de apanhar o barco para Naxos às 7am. Mais uma viagem curta e confortável! Contamos-vos tudo no próximo post.

Até breve,

F&D

Creta, Grécia

Caríssimos leitores,

Como tivemos oportunidade de vos contar no nosso último post, era dia 2-Ago quando apanhámos um ferry noturno de mais de 10h em direção à maior ilha da Grécia, Creta. Foi uma viagem bastante fácil. Embarcámos quase 2h antes da partida e por isso conseguimos um lugar excelente num dos muitos bares do barco. O barco em si era enorme (10 andares, por isso imaginem)! Das 10h de viagem, 9h foram passadas a dormir. Cada um juntou 2 poltronas e construiu uma mini-cama. Assim de repente até parecia que estávamos na classe executiva da Emirates ou da Qatar, ora vejam lá:

Ferry Aneklines Atenas para Chania.

Chegámos a Creta revigorados, nada como uma boa noite de sono em pleno Mar Mediterrâneo. Quando chegámos, fomos presenteados com um fantástico nascer do sol, que rapidamente nos elevou as expectativas relativamente à ilha onde iriamos passar as próximas semanas. Eram 8 am quando chegámos ao nosso hotel. Os termómetros já estavam acima dos 25 graus! Assim, trocámos rapidamente de roupa e, enquanto aguardávamos por poder fazer o check-in, aproveitámos para dar uns mergulhos na piscina.

Depois de nos instalarmos devidamente, partimos à descoberta das praias localizadas nas redondezas do nosso hotel. Começámos pela praia de Kladissos e seguimos para a praia de Chrissis Akti onde almoçámos e passámos uma ótima tarde. O Mar Mediterrâneo é mesmo fantástico, água azul cristalina, calma e com temperaturas a rondar os 26 graus, em suma, o verdadeiro caribe europeu.  Ao final do dia, ainda tivemos tempo para dar uma volta pelo centro da cidade de Chania. A parte que mais nos encantou foi o Old Venetian Port, um porto que, tal como o nome indica, faz lembrar Veneza. Ficámos foi surpresos com a quantidade de turistas que circulavam por aquela zona, todos sem máscara ou distanciamento social. Na verdade, de repente, parecia que a pandemia já não existia, o que nos assustou um pouco. Como tal, decidimos colocar a nossa máscara e afastar-nos.

Old Venetian Port.

O dia seguinte começou com um treino (já não treinávamos há mais de uma semana), seguido de um excelente pequeno-almoço na varanda do nosso hotel. O resto da manhã foi passado na piscina! Da parte da tarde, aproveitámos para explorar mais algumas praias próximas da cidade de Chania, a Praia de Agii Apostoli e a Iguana Beach. A primeira tem uma baía bastante bonita, sendo uma praia muito tranquila e com um mar estilo piscina. A segunda, tem mais movimento, confusão e afluência.

Agii Apostoli.

Depois de uma incessante pesquisa, constatámos que a melhor praia da Grécia estava apenas a 54km de Chania. Além do mais, existiam ainda outras praias paradisíacas nas redondezas! Assim, decidimos alugar carro durante os 2 dias que se seguiram. Se há coisa que temos aprendido nesta viagem é que não devemos deixar o melhor para o fim (se por um lado as condições meteorológicas se podem alterar drasticamente, por outro temos as restrições impostas pela Covid, que estão em constante mudança). Como tal, o primeiro dia com carro foi dedicado a visitar a Balos Beach. Acordámos bem cedo, 7am, tomámos o pequeno-almoço no hotel e seguimos viagem no Mitsubishi Colt que alugámos. Foi 1h30 de viagem (54km que demoraram 1h30, por isso imaginem as estradas). O primeiro impacto que tivemos com a Balos Beach foi literalmente de cortar a respiração – oh meu deus! Que praia incrível. Tivemos de percorrer 2km a pé para chegar à praia e, embora estivessem 30 graus, a vista era tão, mas tão, boa que não custou nada. Descemos por uma encosta de terra batida, do lado esquerdo avistámos muitas cabras a passear pelo monte e, do lado direito, o fantástico Mar Mediterrâneo pintado de 3 tons – azul turquesa, azul celeste e verde água, uma língua de areia e uma montanha. Um verdadeiro quadro:

Balos Beach.

Ficámos na Balos até por volta das 5h30pm. Passámos mais de 6h dentro de água (estava tanto calor). Como ainda tínhamos tempo até ao sol se por (~8h30pm) decidimos ir visitar mais uma praia, a Falasarna Beach. Embora esteja a uma curta distância da Balos, o cenário é completamente diferente. Contudo, é igualmente uma praia muito bonita. Tem um areal bastante extenso e um mar mais revolto, com uma água azul turquesa completamente “cristal clear”. Aqui tivemos oportunidade de desfrutar de um belíssimo sunset. Chegámos a Chania já passava das 10pm, motivo pelo qual decidimos cozinhar e jantar na varanda do nosso quarto.

No segundo dia com carro voltámos a madrugar. Desta vez o primeiro destino foi a mítica Elafonisi Beach. Foram 75km de viagem. Mal nos aproximámos da praia ficámos absolutamente fascinados com a cor do mar, um azul esverdeado ímpar! Outra das coisas que nos deixou fascinados foi a cor da areia – cor de rosa. Parecia que estávamos a viver dentro de um postal. Mais uma incrível surpresa na fantástica ilha de Creta. Da parte da tarde, fomos visitar a praia de Kedrodados. A cor do mar continua a ser fascinante, o que muda é a envolvente, bastante mais montanhosa. Gostámos muito desta praia. Ainda por cima, contrariamente às restantes praias, estava praticamente deserta.

Elafonisi Beach.
Kedrodasos Beach.

Foi mais um dia que acabou bem tarde! Estávamos cansados, mas felizes. Na verdade, já visitámos imensas praias e ilhas paradisíacas, desde Providencia (Colômbia), El Nido (Filipinas), Boracay (Filipinas) Koh Kood (Tailândia), Koh Phangam (Tailândia), Koh Mak (Tailândia), Koh Tao (Tailândia), Manuel Antóio (Costa Rica), Whitsundays (Austrália), Fraser Island (Austrália), Grande Barreira de Coral (Austrália), Cabo Ledo (Angola), Palolem (índia), Menorca (Espanha), Côte d’Azur (França), Porto Santo (Portugal), Holbox (México), Tulum (México), Playa del Carmen (México), e podíamos continuar, mas nunca mais vos acabava de escrever. Mas isto tudo para vos dizer o quê? Primeiro, somos uns sortudos por já ter tido oportunidade de fazer praia em todos os continentes e, segundo, sem sombra de dúvida que as praias da Grécia integram o nosso ranking de melhores praias do mundo.

Dia 7-Ago, decidimos tirar o dia para relaxar. Assim, começámos por um treino HIIT de 30 min, seguido de um ótimo pequeno-almoço. A manhã foi passada na piscina a relaxar. Seguiu-se um agradável almoço de verão (uma deliciosa salada grega com tatziki) e um passeio até Koum Kapi Beach, onde desfrutámos de um café grego com gelo numa esplanada sob o mar. Posteriormente fomos até Nea Chora Beach, a praia da cidade de Chania, onde demos um mergulho para refrescar. Finalizámos o dia com uma visita turística ao centro histórico de Chania.

Dia 8-Ago, voltámos à estrada, desta vez de autocarro! Dedicamos todo o dia à praia de Marathi. Uma praia indicada para famílias, visto que tem um acesso fácil e o mar parece uma piscina. Era sábado e, como tal, a praia estava cheia de pessoas (mais uma vez, se não soubéssemos diríamos que já não havia pandemia). Passámos um excelente dia entre banhos de sol, banhos de mar, conversas e leituras. Regressámos a Chania por volta das 6.30pm e ainda tivemos tempo para beber um delicioso frappé de café num bar à beira mar.

No dia seguinte foi dia de mudar de ares. Assim, depois de uma manhã de “il dolce fare niente” na piscina, apanhámos o autocarro em direção a Rethymno, cidade onde passámos 3 dias e meio. Trata-se de uma cidade mais pequena do que Chania, com bastante mais charme e encanto.

A chegada foi penosa, era Domingo, estava tudo fechado e não passavam autocarros! Resultado? Tivemos de andar 1h a pé, com a nossa “casa” às costas. Como estava muito calor (mais de 30 graus), custou mais do que o normal. Vejam lá que até tivemos de fazer uma pausa a meio do caminho para almoçar uma sandocha! Bem, mas vamos ao que interessa. Depois de muito esforço lá chegámos ao nosso apartamento, uma quinta bastante modesta que ficava a cerca de 3km do centro histórico de Rethymno. Fomos recebidos pelo Manoli, um grego extremamente simpático, tanto que até tinha uma placa de ardósia, escrita em português, a indicar o caminho até ao nosso apartamento. Demorámos menos de 5 minutos a instalar-nos e rapidamente rumámos à Praia Municipal de Rethymno, onde passámos uma tarde muito agradável. Antes do regresso a casa ainda nos fomos abastecer ao supermercado mais próximo. Estamos fãs dos produtos alimentares gregos. Um grande destaque para as almondegas gregas. Desta vez ainda fomos “presenteados” com delícias do mar da Brasmar (para quem não sabe, empresa portuguesa). Não que sejamos muito fãs de delícias, mas serve dois propósitos: i) agilizar um almoço para a praia e ii) matar saudades de terras lusas e contribuir para a economia nacional, em particular, para as exportações (estamos a brincar, consideramos que o importante é consumir produtos de qualidade e contribuir, em particular, para a economia local, seja de onde for).

Os restantes 2 dias foram passados na íntegra a explorar a região de Rethymno. Grande destaque para a Adele Beach, uma zona de praia com um grande areal e boas condições, que ficava a 1h a pé do nosso apartamento. No dia em que visitámos esta praia, o mar estava bastante picado e a bandeira estava vermelha, pelo que tivemos de ser muito contidos nos mergulhos. O nadador-salvador era uma figura… Permanentemente no bar a tomar copos com os amigos e, de vez em quando, saía de moto 4 para dar umas assobiadelas e puxões de orelhas a quem desafiava o mar.

Outra das praias que visitámos foi a Missiria Beach! Muito semelhante à Adele Beach. Na verdade, contrariamente à região de Chania, todas as praia de Rethymno são muito semelhantes: mar turquesa, agitado e kms e kms de areal.

Praia de Rethymno.

Ficámos absolutamente maravilhados com o centro histórico de Rethymno, um local encantador que nos faz viajar até à idade média. Até ser conquistada pelos otomanos, esta cidade foi uma colónia da República de Veneza. A cidade ainda conserva um ar aristocrático, com edifícios do seculo XVI que misturam traços da arquitetura bizantina e helénico-romana. Para além disso, tem imensos restaurantes e bares giros, com vista para o mar. Embora em plena pandemia, a cidade estava cheia de vida e pessoas.

Centro Histórico Rethymno.

Ainda em Rethymno, tivemos oportunidade de fazer uma das melhores refeições de sempre, um excelente menu de degustação de comida grega, no Nyn&Aei. Provámos vários petiscos: os pratos eram (de acordo com a nossa melhor interpretação): frango com pimentos verdes e vermelho marinados num molho típico à base de natas, grelos e courgete com limão, sal e azeite (fica maravilhosa a conjugação), o típico tsatsiki, carne de porco estufada em cozedura lenta, moussaka e pimento recheado com arroz alegre. A acompanhar, um ótimo vinho branco grego. O prato que mais nos surpreendeu foi a moussaka. Já tínhamos comido moussaka algumas vezes (em Portugal), mas esta estava absolutamente deliciosa. A sobremesa foi comida antes do jantar no Yoo-In –  frozen yogurt com chocolate de avelã derretido (a conjugação do ácido do iogurte com o sabor da avelã é divinal). Se se perguntam porque comemos a sobremesa antes do jantar, a resposta é simples, o restaurante tinha uma longuíssima fila de espera.

Menu de degustação do Nyn&Aei.

Gostámos mesmo muito dos dias passados em Rethymno. Conseguimos estar num registo “slow travel”, visitar apenas 4 praias e aproveitar a cidade. Outra coisa boa, conseguimos por a roupa suja em dia ahah! O nosso apartamento tinha máquina de lavar roupa (é ótimo quando os apartamentos têm esta comodidade. Para terem uma noção, o custo por noite deste Airbnb foi apenas 5€ superior ao custo de fazer uma máquina de 10kg em Lima, Peru).

Dia 12-Ago foi novamente dia de prosseguir viagem pela fantástica (e enorme) ilha de Creta. Próxima paragem? 4 dias em Agia Pelagia. Outrora uma aldeia piscatória grega, atualmente deu lugar a uma fantástica zona balnear. Uma curiosidade, esta cidade já foi reconstruída 2 vezes. A última vez, devido a um sismo com epicentro em Santorini.

A chegada a Agia Pelagia foi um pouco atribulada. Basicamente tínhamos de apanhar um autocarro de Rethymno até Agia Pelagia. Contudo, o motorista enganou-se e não parou em Agia Pelagia, tendo seguido viagem até Heraklion. Resultado? Andamos mais 30 min do que era suposto e tivemos de apanhar um autocarro para trás. Ficámos mesmo chateados uma vez que referimos 3 vezes ao motorista e ao seu assistente que queríamos sair em Agia Pelagia. Infelizmente as camionetas da Grécia não funcionam nada bem (estão sempre atrasadas, os motoristas fumam enquanto conduzem, falam pouco inglês, entre muitos outros defeitos).

Chegámos a Agia Pelagia 1h30 depois do suposto. A parte boa foi apenas termos de caminhar 7 min da estação até ao nosso alojamento. Ficámos muito bem instalados, num estúdio com um ótimo terraço. Éramos os sétimos hóspedes a ficar ali alojados, pelo que estava tudo novo. Deixámos as mochilas e fomos para a Paralia Agia Pelagia. Uma praia com um mar inacreditável, que ficava apenas a 500 metros do nosso alojamento. Passámos a tarde toda no mar, estávamos encantados com aquela água. Na verdade, aquela zona é considerada a melhor zona da Grécia para mergulho. Por estarmos num regime low cost não fomos fazer mergulho (embora seja algo que ambos adoramos).

Ainda neste dia fomos visitar a Praia de Psaromoura. Esta praia ficava apenas a 1km da praia de Agia Pelagia. É uma praia encantadora, contudo tem um areal muito pequeno. Ainda por cima, está cheia de camas para alugar, o que dificulta bastante a busca por um lugar para estender a toalha.

No dia seguinte e depois de um maravilhoso pequeno-almoço, decidimos fazer uma caminhada de 45 minutos até à Praia de Ligaria. Já estavam mais de 30 graus, pelo que a caminhada não foi fácil. Não obstante, valeu o esforço. Chegámos e demos logo um longo e refrescante mergulho naquele mar calmo e turquesa. Que delícia! Esta praia foi a nossa preferida. O mar era semelhante às restantes praias das redondezas, mas esta praia tinha um areal bem maior!

Praia Ligaria.

Depois de um ótimo dia de praia e de mais uma caminhada para regressar ao nosso alojamento, decidimos ir jantar fora. O restaurante eleito foi a Taverna O Nikolas e não podíamos ter escolhido melhor. Uma tasca tipicamente grega, com muito peixe, marisco e pratos tradicionais. Nós optámos pelas gambas fritas e por “stuffed courgette flowers” (um prato vegetariano muito bom). Para acompanhar, provámos mais uma cerveja grega. A sobremesa foi (mais uma vez) oferecida pelo restaurante: um bolo de manteiga, uvas e meloa. Estava tudo muito bom. O melhor de tudo foi o preço: 15€ (no total). Efetivamente na Grécia come-se muito bem e barato.

No nosso último dia em Agia Pelagia fomos conhecer a Praia de Mononaftis, que ficava a 2,3km do nosso alojamento. Esta praia era mesmo muito semelhante às que tínhamos visitado antes. Estivemos na praia até por volta das 15h30. Estávamos nós a caminhar em direção a uma nova praia quando demos por nós no meio de um luxuoso resort, o Península Resort & Spa. Ficámos fascinados com a zona de um dos bares e decidimos parar para tomar um copo. Rapidamente percebemos que poderíamos usufruir de toda a infraestrutura do hotel sem nenhum problema. Assim, começámos por estar um pouco no deck à beira mar, vejam só a cor da água:

Deck Península Resort & Spa.

Depois fomos até à piscina de água salgada, onde ficámos até ao entardecer. Passámos uma tarde muito agradável. A vista desta piscina era de cortar a respiração! Aproveitámos para por a leitura em dia e, nas pausas, dar uns grandes mergulhos. Soube bem ter esta tarde de luxo.

Dia 15-Ago, dia de viagem para Agios Nikolaus. Acordámos por volta das 8am, tomámos o pequeno-almoço e apanhámos uma camioneta de 30 min até Heraklion. Aqui, apanhámos uma camioneta de 1h30 até Agios Nikolaus, o nosso novo destino. Passámos 7 noites nesta zona da ilha. Esta foi a nossa estadia mais longa em toda a ilha de Creta. Decidimos passar tanto tempo nesta zona uma vez que existem inúmeras praias paradisíacas para explorar! Por exemplo, uma destas praias foi descoberta depois da marca de chocolates bounty ter feito uma campanha publicitária lá.

Como já manda a tradição, saímos da camioneta e caminhámos até ao nosso alojamento. Fomos amavelmente recebidos por um casal já com alguma idade. Ofereceram-nos uma fanta bem fresca e um prato cheio de figos. O apartamento não desiludiu, um T1 bastante grande e super bem localizado e com máquina de lavar roupa (como dissemos acima é algo que valorizamos bastante). Depois de uma visita à mercearia (era feriado e estava tudo fechado, só conseguimos encontrar uma mercearia pequena) e um almoço caseiro, caminhámos até à praia de Almyros. A praia era ótima, mar azul transparente e areal bastante extenso. Passámos uma tarde maravilhosa. No regresso para casa fomos conhecer uma parte da cidade e ainda comemos um delicioso frozen yogurt com toppings de oreo, bolacha de avelã e amêndoas (somos muito gulosos).

Almyros Beach.

No dia seguinte fomos visitar a Ammos beach – praia junto ao porto de Agios Nikolaos. Por estar muito perto do centro da cidade tem imensas facilidades nas redondezas: bares, supermercado, restaurantes, chuveiros e até wifi gratuito. Soube bem passar um dia inteiro na praia. Ao final do dia decidimos ir experimentar o vinho típico grego, o retsina. Estavam 30 graus, à nossa frente tínhamos um mar sem fim, uma mistura de azul marinho com azul turquesa, uma leve brisa e o sol a pôr-se. Brindámos à vida enquanto nos refrescámos com um vinho branco gelado.

Novo dia, novas praias! Desta vez a escolhida foi a Ammoudara beach, que ficava a 4,3km do nosso apartamento. Depois de uma caminhada pela orla marítima lá chegámos à praia. Estava muito sol e calor, pelo que o mergulho no mar foi revigorante. Entre mergulhos, leituras e podcasts lá passamos mais um dia na praia. Ao final do dia decidimos visitar novamente a Ammos beach e, posteriormente, caminhar pelas movimentadas ruas de Agios Nikolaos (mais uma vez eramos os únicos de máscara).

Lago Agios Nikolaos.

À noite, depois do jantar, fomos novamente passear pela cidade. Claro que não resistimos a partilhar um delicioso frozen yogur numa gelataria chamada iScream. Dividimos um mini gelado com toppings de chocolate derretido, Kinder, oreo, entre outros (uma bomba, I know).

18-Ago, dia de conhecer a mítica Voulisma Beach. Depois de 30 min de camioneta lá chegámos aquela que foi para nós a praia mais bonita da região. Grande destaque para o mar: se nos dissessem que estávamos em pleno Holbox no México tínhamos acreditado. O maior defeito? Sem dúvida a falta de espaço para estender a toalha. Durante o dia assistimos a inúmeros episódios em que os responsáveis da praia chamaram a atenção às pessoas que tentavam estender a toalha junto a outras toalhas, alegando a necessidade de assegurar 2m de distanciamento físico devido à Covid. Até aqui tudo bem, o que nos deixou revoltados é que se as pessoas pagassem 15€ para alugar uma cama, aí já ninguém reclamava da falta de espaço (são situações como esta que por vezes nos fazem sentir estar a visitar um país de terceiro mundo).

Voulisma Beach.

Reparem que estamos em plena pandemia e a Grécia está praticamente sem turismo internacional. Mesmo assim, só o turismo doméstico faz-se sentir (e muito). Cá entre nós, somos uns privilegiados por estar a conhecer a Grécia com tão pouco turismo. Sabemos que se estivéssemos num ano normal não íamos gostar nem 1/10 deste país. Verdade seja dita, as praias são incríveis, a gastronomia é fantástica, a riqueza cultural é enorme, mas, não há nada pior (pelo menos para o registo de viagem que gostamos e a que estamos habituados) do que locais cheios de turistas. Fugimos sempre das massas turísticas.

Voltando ao que interessa, no dia seguinte decidimos fazer uma pausa na praia e fomos visitar uma aldeia típica de Creta, a aldeia de Kritsa. Depois de uma viagem de 20 min de autocarro, lá chegámos ao cimo da montanha. Ficámos logo maravilhados: casinhas brancas, portas azuis e buganvílias cor de rosa, um verdadeiro postal. Passámos mais de 3h a explorar a região. Tirámos milhares de fotografias. A cada 200 metros estávamos a parar para fotografar, pois estávamos encantados com a arquitetura e com o bom estado das casas. A certa altura, demos por nós e tínhamos 2 senhoras na casa dos seus 80 anos a assistir à nossa sessão fotográfica e a chamar-nos artistas (já não é a primeira vez que tiramos o tripé para fotografar e as pessoas que passam na rua ficam a achar que somos alguém conhecido e param para assistir. Nós achamos um piadão e rimo-nos imenso).

Aldeia de Kritsa.

Regressámos a Agios por volta das 4pm. Ao caminhar pela rua demos de caras com uma montra de bolos irrepreensível. Tivemos de entrar. Comemos um delicioso baklava, acompanhado por um frappé de café (bebida típica grega). Estava tudo maravilhoso. Continuamos a caminhada e, como ainda era cedo, decidimos ir dar um mergulho à Ammos Beach. Estávamos tão cansados que adormecemos na praia, tendo acordado já perto das 8pm. A verdade é que muita gente acha que, por não estarmos a trabalhar, estamos sempre frescos, contudo tal não acontece. Temos vivido os últimos meses de forma tão intensa que o cansaço físico é mesmo muito grande (nunca acordámos depois das 9am e nunca nos deitámos antes da meia noite. Aliado a isto tudo, andamos todos os dias muitos kms a pé. Claro que é um cansaço bom).

No dia seguinte decidimos partir à descoberta. Quando demos por nós estávamos junto a um resort de luxo em cima da praia, o Wyndham Grand Crete Mirabello Bay. Como somos curiosos entrámos. O resort estava em ótimo estado, mas abandonado. Tinha 5 estrelas, imensas piscinas e uma praia privativa fantástica. Tínhamos o hotel por nossa conta! Assim, decidimos aproveitar a praia deserta. Que dia maravilhoso. Que saudades de estar numa praia sem pessoas, sem camas, sem confusão. Na volta para casa decidimos passar numa pastelaria em que no dia anterior tínhamos comprado pão. Bem, escolhemos um bolo para a sobremesa apenas pelo aspeto e não desiludiu de todo. Dos melhores doces que alguma vez provámos. Não sabemos bem o que é, mas também não precisamos de saber. O sabor é divinal e chama-se Galaktoboureko (se gostam de cerelac, têm de provar este bolo). Ainda intigrados com o resort, à noite fomos investigar e descobrimos que o resort tinha aberto há apenas 1 ano e que estava fechado (aparentemente devido à Covid).

Wyndham Grand Crete Mirabello Bay (Beach).

No nosso último dia em Agios Nikolaos decidimos ir novamente para a praia do resort, a Mirabello Beach. Ficámos mesmo maravilhados com a solidão daquela praia paradisíaca. Depois de um longo dia de praia fomos despedir-nos da cidade onde tínhamos passado a última semana. Uma cidade encantadora, cheia de ruas pedonais, bares em cima da praia e ainda um belíssimo lago. Uma peculiaridade, no caminho entre a praia e a cidade deparamo-nos com o carro que tínhamos alugado em Chania, reconhecemos pela cor, o autocolante da rent-a-car e o retrovisor partido. Confirmámos a matrícula e era mesmo ele! Percebemos que a história do retrovisor partido era sempre a mesma (“ah e tal o cliente anterior partiu o espelho e como vocês querem o carro hoje não temos tempo de o arranjar”. Estes gregos são mesmo uns artistas, devem ter aprendido com os Turcos)

Tínhamos reservado esta noite para ir jantar ao melhor restaurante da zona, o Gioma Meze, mas infelizmente não conseguimos reservar mesa (fomos adiando a reserva e, quando tentámos, já não fomos a tempo). Contudo, acabámos por jantar no Karnagio e não desiludiu. Comemos muito bem e a um excelente preço (16€ para os dois, sem bebidas alcoólicas). Optámos pelo pork gyros e pela pita kebab. Mais uma vez ofereceram-nos a sobremesa: melancia e um mini mini bolo de chocolate.

Esta semana conseguimos cumprir o nosso objetivo de 3 treinos semanais e, como tal, recompensámo-nos com mais um frozen yogurt (estamos viciados, a sorte é que dividimos sempre o tamanho mais pequeno e assim mitigamos os estragos). Desta vez metemos barrete. Foi o gelado mais caro que alguma vez comemos e o pior de todos. Ficámos fulos!

Faltavam menos de 48h para terminar a nossa longa estadia de 3 semanas em Creta. Partimos de autocarro em direção a Heraklion, onde passámos a nossa última noite e onde apanhámos um ferry para a ilha de Milos. A estadia nesta cidade foi muito curta, contudo deu para conhecer os principais pontos de atração turística. Grande destaque para o pôr-dos-sol no Venetian Fort of Koules. Que cores incríveis!

Venetian Fort of Koules.

Antes de abandonar Heraklion ainda tivemos tempo de percorrer toda a orla marítima, bem como o centro histórico. Fizemos ainda uma excelente refeição num restaurante típico! Degustámos tatziki com tostas caseiras, puré de favas com cebola e uma costeleta de porco acompanhada por umas deliciosas batatas fritas caseiras. No final, fomos surpreendidos pelo dono do restaurante, um jovem grego, que nos ofereceu raki (aguardente grega), pêssego e uvas passas caseiras.

A lua pairava no céu estrelado quando embarcámos a bordo de um ferry noturno de 12h para a ilha de Milos. Depois de mais de 2h de atraso, finalmente estávamos no barco. Esperava-nos mais uma noite em pleno mediterrâneo, mas esta aventura fica para o próximo post!

Creta foi sem sombra de dúvida uma surpresa. Conhecida por ser a maior ilha da Grécia tem também das melhores praias que alguma vez visitámos. Grande destaque para Balos Beach (a nossa preferida), Elafonisi, Kedrodasos e Falasarna. Vale muito a pena visitar esta ilha! Estivemos 3 semanas e sentimos que não conseguimos ver tudo. Ainda assim, basta uma semana para conseguirem visitar aquilo que consideramos mesmo imperdível. Façam um favor a vocês próprios  e não deixem de visitar esta ilha. Um último conselho, evitem visitá-la em Julho e Agosto!

Até ao próximo post,

F&D

Custos & Dicas, Madeira

Notas prévias:

  • Consultar os “Custos & Dicas Argentina” para perceber o enquadramento da nossa viagem, bem como as nossas “exigências” relativamente a estadia e meios de transporte.
  • O nosso plano foi o seguinte:
    • Funchal 7 noites
    • Porto Santo 3 noites

Uma viagem de 11 dias pela Madeira, num formato low cost e com uma pandemia mundial instalada, custa cerca de 900€ por pessoa (inclui todos os voos e barcos).  

Deixamos infra uma listagem dos principais custos que tivemos.

Custos por categoria, por pessoa:

  • Vôos:
    • Terceira – Funchal: 76€
    • Funchal – Porto: 70€
  • Barcos:
    • Funchal – Porto Santo – Funchal: 60€
  • Aluguer de Carro (preços não incluem seguro contra todos os riscos). Excecionalmente os custos apresentados infra são por dia (e não por pessoa). Nas restantes rubricas os custos são por pessoa.
  • Alojamento:
    • Funchal: 15€/noite
    • Porto Santo: 30€/noite
  • Refeições:
    • Casa: 6€/dia
    • Restaurantes: 10€/refeição
    • Café: 1€/café
    • Poncha: 3€/poncha
    • Cervejas: 1,20€/cerveja
  • Atividades turísticas:
    • Piscinas de Porto Moniz: 1,50€/entrada

Agora vamos às dicas:

  • Geral:
    • Ter um bom plano de dados móveis ativo na Madeira. Dá imenso jeito, essencialmente se alugarem carro, por causa do GPS
    • Aluguer de carro:
      • Se tiverem, levem carregador de isqueiro para o telemóvel e o suporte para pendurar o telemóvel no carro (por causa do GPS). Na secção dos “Custos” podem consultar a rent-a-car que utilizámos e quanto pagámos
      • Ilha da Madeira: o aluguer de carro na Ilha da Madeira é importante. A ilha é bastante grande, pelo que irão fazer muitos quilómetros todos os dias. Uma nota relevante, a condução não é fácil, as ruas são bastante estreitas e acentuadas, sendo que costumam existir carros mal estacionados nas bermas, o que dificulta ainda mais
      • Ilha do Porto Santo: nós decidimos não alugar carro, visto que queríamos estar mais na praia do que andar a explorar a ilha. Adicionalmente, não nos importamos de andar alguns kms a pé para visitar alguns locais e restaurantes. De qualquer modo, se não gostarem de andar a pé, ou quiserem explorar a ilha a fundo, recomendamos que aluguem carro ou mota
    • Provar as seguintes iguarias locais:
      • Bolo do caco (simples, com manteiga de alho ou com chouriço)
      • Espetada regional
      • Prego em bolo do caco: com atum ou novilho
      • Filete de peixe espada no pão
      • Lapas
      • Bolos de mel
      • Queijadas tradicionais (na Pastelaria Penha D’Águia, no Funchal)
      • Bananas da madeira
      • Cerveja Coral
      • Vinho da madeira: bastante semelhante ao vinho do porto
      • Poncha: regional (com lima e laranja), de maracujá, entre muitos outros sabores
      • Nikita: cerveja Coral com gelado de ananás
  • Ilha da Madeira:
    • Locais a visitar:
      • Centro da cidade do Funchal. Visitar os seguintes locais a pé:
        • Mercado dos Lavradores: experimentar a fruta toda, mas não comprar lá porque é muito mais cara
        • Fábrica de Santo António: comer bolo de mel de cana
        • Avenida Arriaga: ver o Jardim Municipal e o Teatro Municipal Baltazar Dias
        • Igreja da Sé
        • Palácio de São Lourenço
        • Praça do Município
        • Livraria Esperança
        • Adegas de São Francisco (podem conhecer o processo de fabrico do tradicional vinho da madeira e até fazer uma prova)
        • Hotel Pestana CR7:  boa vista para o Funchal no terraço do hotel
        • Museu CR7 (horário 10h00-18h00)
        • Estátua do Cristiano Ronaldo
        • Nini Andrade Design Centre (antigo molhe, tem uma excelente vista para o Funchal)
        • Rua de Santa Maria (tem mais vida ao final do dia e noite)
        • Jardim Botânico
        • Dar passeio a pé à beira-mar, ao longo da Promenade do Lido
        • Se quiserem andar no teleférico, subir de teleférico até ao Monte (horário: 9h às 17h45; 16€). No monte podem visitar os seguintes locais:
          • Jardim Tropical Monte Palace (propriedade da Fundação Berardo)
          • Igreja de Nossa Senhora do Monte (séc. XVIII).
          • Regressar ao Funchal num dos típicos carros de cesto. No fim do percurso, há duas opções: fazer uma caminhada de cerca de 30 minutos de volta ao centro ou apanhar um táxi
          • Por do sol no Barreirinha Bar Café, no Largo do Socorro no Funchal
      • Funchal – outros:
        • Dar um mergulho nas piscinas naturais da Doca do Cavacas
        • Praia da Formosa (é uma praia de pedras mas tem boa esplanada para tomar uma cerveja e comer um bolo do caco)
      • Curral das Freiras: existem alguns cafés e restaurantes com produtos típicos da região. Podem dar uma volta a pé pela vila
      • Baía de Câmara de Lobos
      • Fanal
      • Calheta: caminhar da marina até à praia
      • Vila do Jardim do Mar: vale a pena estacionar e dar uma volta a pé pela vila. Se tiverem tempo, tomem um café no Maktub
      • Piscinas Naturais do Porto Moniz: vale a pena entrar e dar uns mergulhos
      • Centro de Vulcanismo e Grutas do Seixal: confirmar que está aberto (quando tentámos visitar, estava fechado devido à falta de turismo causada pela Covid 19)
      • Pico Ruivo (ponto mais alto da Madeira): apenas é alcançável a pé. O percurso de ida e volta demora 1h30, não é difícil e vale muito a pena
      • Pico do Arieiro: vista absolutamente fantástica. Vale a pena ir no pôr do sol. Levem casaco, pois a zona é bastante ventosa
      • Núcleo das Casas Típicas de Santana
      • Porto Cruz: zona engraçada para tomar um café. O melhor bar é mesmo em cima do mar, junto a umas piscinas
    • Miradouros a visitar:
      • Miradouro de Cabo Girão: segundo miradouro mais alto do mundo sobre penhasco
      • Miradouro da Eira do Cerrado
      • Miradouro do Pico de Barcelos: ideal para ir ao final do dia. Podem aproveitar e tomar um copo no bar Venda do Pico
      • Miradouro do Rabaçal
      • Miradouro do Véu da Noiva
      • Miradouro da Ponta do Rosto
      • Miradouro dos Balcões: para aceder ao miradouro é necessário caminhar cerca de 15 min. A vista sobre os vários picos da ilha é muito bonita
    • Praias a visitar: ordenadas das que mais para as que menos gostámos
      • Praia do Seixal: praia de areia preta, com um mar azul vivo e transparente. O enquadramento desta praia é muito bonito
      • Prainha: localizada no Caniçal. A praia é de areia clara e tem um bar/restaurante agradável para um café
      • Praia de Machico: praia de areia amarela com um bom mar para mergulhos
      • Praia da Calheta: praia com mar muito calmo. Boa para um mergulho tardio
    • Museus a visitar:
      • Casa das Mudas: museu de Arte Contemporânea. A arquitetura e enquadramento do museu são fantásticos
      • Museu CR7
    • Levadas e veredas (i.e. percursos pedestres): ordenados do que mais para o que menos gostámos
      • Nota: recomendamos que instalem a App “Walk Me Madeira” onde é possível consultarem todos os trilhos existentes, bem como as suas características e localizações
      • Vereda da Ponta de São Lourenço (linear, 6km, dificuldade média): trilho que percorre a zona mais a este da Ilha da Madeira. Batizada com o nome da caravela de João Gonçalves Zarco, um dos 3 descobridores da ilha. É um trilho imperdível, onde na linha do horizonte se avista a sul as Ilhas Desertas e, a Norte, a Ilha do Porto Santo e os seus ilhéus.
      • Vereda do Pico Ruivo (linear, 6km, dificuldade fácil): um trilho de 1h30 que culmina no ponto mais alto da Região Autónoma da Madeira, a 1860 metros de altitude. Vale muito a pena. Devem deixar o carro estacionado na Achada do Teixeira, em Santana
      • Levada do Caldeirão Verde (linear, 13km, dificuldade média): um trilho bastante interessante, que tem início na Casa de Abrigo das Queimadas e culmina numa bela lagoa (quando lá fomos, a entrada na lagoa estava interdita, pois estavam a cair pedras). O percurso é feito junto a um curso de água, com corredores verdejantes e passagens por túneis subterrâneos. Recomendamos que levem calçado impermeável e antiderrapante, lanterna, água e snacks
      • Paúl da Serra: (linear, 3km, dificuldade fácil): um trilho bastante curto e fácil. A vista sobre a serra do fanal é bonita. Vale a pena fazer apenas se tiverem tempo
    • Restaurantes e cafés/bares:
      • Restaurantes:
        • Restaurante Santo António [must go]: localizado em Câmara de Lobos. Foi sem dúvida o restaurante que mais gostámos. Recomendamos a espetada regional (uma dá para 2), o milho frito e o bolo do caco
        • Bar ideal: localizado na zona velha do Funchal. É bom para uma refeição rápida ou fora de horas. Recomendamos o filete de peixe espada no pão e o prego de novilho em bolo do caco
        • Taberna do Ruel, na Rua de Santa Maria (zona velha do Funchal). Recomendam-se os filetes de peixe-espada com banana e milho frito
        • Jaquet: localizado no Funchal. Especialidades: filete de espada preto com batatas fritas e caramujos. Quando fomos estava fechado devido à covid-19
        • Restaurante Solmar, no Seixal. Especialidade: filetes de peixe-espada ou de bodião (um peixe muito típico da Madeira) com arroz de lapas
        • Restaurante Bar Amarelo, no Caniçal. Especialidades: lapas e castanhetas fritas
        • O muralha
        • Papa Manuel: recomendado para pizza
      • Cafés/bares:
        • Taberna da Poncha [must go]: localizado a ~15km do Funchal. Indicado como sendo o melhor sítio para provar a tradicional poncha da Madeira. Recomendamos a poncha de maracujá e a poncha tradicional. Por ser típico, também provámos o Nikita (cerveja coral com gelado de ananás), mas preferimos a poncha
        • Venda do Pico [must go]: localizado a ~5km do Funchal. Rooftop muito agradável para beber uma cerveja ao final do dia. A vista é fantástica
        • Estalagem da Ponta do Sol: localizado na Ponta do Sol. Hotel com um bar com uma vista incrível. Vale a pena sentarem-se no bar do jardim a tomar um copo ou um café
        • Maktub: localizado na Vila do Jardim do Mar. Vale a pena para tomar um café ou um sumo natural. A decoração e ambiente são fantásticos
        • Venda Velha: localizado em pleno centro do Funchal, é um bar muito giro que serve uma boa poncha
      • Pastelarias:
        • Padaria Madeirense: comer o pastel de nata da casa
        • Penha d’Águia: comer a queijada típica
      • Outros:
        • Comer o pão com chouriço com manteiga de alho nas barraquinhas do Funchal
  • Porto Santo:
    • Locais a visitar:
      • Praia do Porto Santo [must go]: a praia é enorme (tem 9km de extensão). Vale a pena percorrer a praia a pé, de lés a lés. Uma boa zona para se instalarem é junto ao bar Tia Maria Beach Club
      • Zimbralinho [must go]: praia de pedras mas com um mar verde inacreditável e bom para mergulho e snorkelling. Vale a pena ir nem que seja para ver a cor da água. Se forem de carro, recomendamos que estacionem junto à placa de madeira que diz “Zimbralinho” e que desçam a pé pela estrada de terra batida (são ~300m)
      • Ponta Calheta [must go]: localizada num dos extremos da praia. É uma zona bastante quente e protegida do vento. Tem um bom restaurante em cima da praia
    • Outros: nós não fomos a nenhum, pois queríamos aproveitar a praia. De qualquer modo, estes locais foram nos recomendados por uma madeirense
      • Miradouro das flores
      • Miradouro da portela
      • Porto das salemas (importante ir na maré vaza)
      • Pico castelo
    • Restaurantes e bares:
      • Restaurantes:
        • João do Cabeço [must go]: recomendamos as lapas, o chouriço, o picadinho e o bolo de chocolate quente com gelado. Para acompanhar, a cerveja coral. Convém reservar pois é muito concorrido
        • O calhetas: ideal para peixe fresco
        • Casa da Avó
        • Panorama
        • Restaurante do campo de golfe
        • Porto dos frades: ideal para espetadas com milho frito
        • Pé na água
      • Bares:
        • Tia Maria Beach Club [must go]: bar giríssimo em cima da praia. Para além da clássica cerveja Coral (que custa apenas 1,50€), recomendamos a Caipirinha e o Madeira tónico
        • Taberna da Poncha: bar ideal para tomar uma poncha à noite depois do jantar
        • Bar do Henrique
      • Pastelarias:
        • Nata Dourada: localizada em pleno centro de Vila Baleira. As natas e as bolas de Berlim são deliciosas

Porto Santo & Funchal (Madeira), Portugal

Olá a todos,

Aqui estamos nós com mais aventuras para vos relatar! Neste capítulo vamos falar-vos sobre os dias que passámos no Porto Santo, bem como de um último dia passado no Funchal.

Era dia 12 de julho quando madrugámos para apanhar o conhecido Lobo Marinho, o barco que em 2h30 vai do Funchal até à Ilha do Porto Santo. Deixámos a viatura que tínhamos alugado no parque de estacionamento do famoso Hotel Pestana CR7. Lá dentro ficaram as chaves e o dinheiro para pagar o parque! Esta foi a sugestão dada pela rent-a-car, dado que tínhamos de entregar o carro muito cedo, por isso maginem lá o quão segura é a Madeira.

Voltando ao que interessa, depois de deixar o carro, tivemos de caminhar até ao Porto do Funchal. A caminhada embora curta (~1,5km) foi custosa. Afinal de contas eram 7am e tínhamos ~20kg às costas. Ficámos bastante surpreendidos com a dimensão do barco, é enorme. Tem vários bares, sala de jogos, sala de cinema, entre outros entretenimentos. “Zarpámos” em direção ao Porto Santo por volta das 8am. A viagem começou bem, mas passados 30 min o mar começou a ficar bastante agitado. Assim, foi uma viagem um pouco desconfortável. No entanto, nada que se compare a viagens bem mais agressivas que já fizemos no passado (por exemplo, a travessia para as Berlengas).

Chegámos ao Porto Santo e o relógio marcava 10.30am em ponto. Mal desembarcámos ficámos bastante agradados com a cor do mar, que rapidamente nos teletransportou até ao mar da Península do Yucatán, no México. A casa que tínhamos reservado ficava em pleno centro do Porto Santo, em Vila Baleira. Nesta ilha decidimos não alugar carro e, como tal, tivemos de caminhar cerca de 45min com a nossa “mochilona” às costas. Custou muito! Estava muito sol e, consequentemente, calor.

Mal chegámos ao apartamento ficámos super contentes, era ótimo. Tinha vista mar e estava a 2min a pé da praia. Depois de uma rápida visita ao supermercado, um Pingo Doce inaugurado em meados de 2019 pelo presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, almoçámos e fomos logo para a praia. Bem, a praia era absolutamente incrível. Um areal com vários kms de extensão, banhado por um mar de água azul turquesa, completamente transparente e com temperaturas a rondar os 24ºC.

Praia do Porto Santo.

Sempre que chegamos a um sítio novo parece que recarregamos todas as nossas baterias. Assim, embora tivéssemos madrugado, tivemos energia suficiente para percorrer toda a praia, de lés a lés (a praia tem 9 km de extensão). Ficámos maravilhados com a Ponta Calheta.

Ponta Calheta.

Saímos da praia eram quase 9pm. Esteve um dia de praia absolutamente fantástico: céu azul, sol, mar quente e uma praia praticamente por nossa conta. Como o nosso apartamento tinha um excelente espaço exterior (com vista mar e tudo), decidimos jantar neste espaço.

No dia seguinte acordámos por volta das 9, treinámos (o único treino que fizemos nestes dias) e tomámos o pequeno-almoço na varanda. Depois, o dia foi passado todo na praia. Mais um dia de praia maravilhoso que terminou bem tarde, a beber uma poncha na varanda de casa. Estávamos mesmo a precisar de passar um dia inteiro de “papo para o ar” a ler, mergulhar e apanhar sol.

Depois de mais um jantar tardio e caseiro, ficámos na varanda até tocarem as 12 baladas. Era uma data especial, o aniversário do Diogo (e do pai do Diogo). Assim, surpreendi-o com um brigadeiro gigante cheio de pintarolas e velas mágicas (daquelas que demoram uma eternidade para se apagarem). Depois de um brinde com o vinho típico da Madeira, fomos surpreendidos com uma surpresa preparada pela mãe do Diogo, um vídeo com milhares de fotografias do nosso casamento. Adorámos. Um à parte com piada, a internet que apanhávamos no apartamento não estava a funcionar e o vídeo era demasiado grande para o descarregarmos com dados móveis. Assim, decidimos ir a pé (de pijama!) até à praça central, para utilizar o wifi do banco Santander para descarregar o vídeo. Contudo, faltavam apenas 10min para a meia noite e o donwload do vídeo nem a 10% ia. Resultado? Voltámos para casa e utilizámos os dados móveis. Só nós para irmos para a rua de pijama (eram muito discretos)! O que nos rimos.

O dia 14-Jul começou de forma muito especial: decidi madrugar e presentear o Diogo com um pequeno-almoço digno de hotel, na varanda de casa. Fui à padaria e comprei tudo o que o Diogo gosta: bola de Berlim, pastel de nata e pão bijou. Para além de tudo isto, ainda teve direito a brigadeiro caseiro, ucal, sumo de frutas, café com leite, etc. Um sortudo, certo? Assim, depois deste belo repasto, fomos para a praia.

A idade pesa…

Depois de muitas horas a apanhar sol e de muitos mergulhos, fomos para um bar de praia espetacular, o Tia Maria Beach Club. Sem dúvida o bar mais giro do Porto Santo. Aqui, continuámos a apanhar sol, enquanto disfrutámos de uns cocktails, umas cervejas e de uma excelente banda sonora. Fizemos literalmente a festa!

Tia Maria Beach Club.

O bar ainda ficava a 30min a pé do nosso apartamento, mas esta foi uma caminhada que valeu MUITO a pena, afinal de contas encontrámos o Cristianinho (sim, o CR7 júnior) a banhos. Ficámos chocados com o bronze da criança. Mal o avistámos tentámos procurar outros membros do clã Aveiro, mas não tivemos sorte (estava apenas com os primos). Depois de uns mergulhos lado a lado, lá seguimos caminho.

Em casa apenas tivemos tempo para tomar um banho rápido e voltar à estrada. Como era o aniversário do Diogo decidimos ir jantar fora. Depois de muitas recomendações, o escolhido foi o João do Cabeço. Tivemos de caminhar mais 45min para chegar ao restaurante, mas valeu cada km. O restaurante tinha uma esplanada muito gira e estava uma excelente noite de verão. Assim, deliciamo-nos com cervejas coral, chouriço na brasa, picadinho (carne de novilho aos cubos, com cogumelos e molho de tomate, natas e vinho), batatas fritas e ainda um bolo de chocolate quente com gelado de baunilha. Terminámos o jantar a rebolar! A caminhada de regresso soube super bem! Em casa, ainda estivemos a aproveitar a varanda até às tantas! O clima de Porto Santo é incrível, por isso as noites são muito propensas a “esplanar”.

Uma coral, entre outras coisas, no João do Cabeço.

15-jul, chegou o dia D, o dia em que conhecemos a matriarca do Clã Aveiro, a única e incrível Dolores Aveiro. O dia começou cedo (como aliás todos os outros), tomámos o pequeno-almoço (na varanda, claro) e saímos para a praia. Decidimos ir visitar uma zona icónica da ilha, o Zimbralinho. Era 1h30 de caminhada. Decidimos sair da praia e ir por uma estrada. Lá íamos nós a andar quando, do nada, levanto a cabeça e vejo a D. Dolores e uma amiga (a D. Fátima) a caminhar na nossa direção. O Diogo nem estava a acreditar. Quando nos cruzámos, o Diogo pergunta logo “É a D. Dolores? A minha mulher gosta muito de si. E eu também, claro!”. Bem, lá ficámos à conversa com a senhora e com a sua amiga. Ambas muito simpáticas. Ficámos agradavelmente surpreendidos com a amabilidade e humildade da D. Dolores. Terminámos a conversa a tirar uma fotografia com a D. Dolores.

D. Dolores. Fotógrafa: D. Fátima.

Foi um encontro épico! Sempre quisemos ver a D. Dolores ao vivo ahah (na verdade só ficou a faltar o Sr. Andrade – ver conta de Instagram “Andrade5212”).

Mas voltando ao Zimbralinho, vejam lá a cor destas águas:

Zimbralinho.

Ir e vir foram 14km e mais de 3h de caminhada. Mas valeu muito a pena. Se não fosse esta caminhada, nunca teríamos conhecido a D. Dolores (nem estas águas com este pantone azul e verde incrível).

O resto do dia foi passado a banhos, na praia. Desta vez, tivemos de sair da praia cedo, por volta das 5pm, dado que tínhamos barco de regresso ao Funchal às 7pm.

Chegámos ao Funchal eram 9.30pm. Fomos ao hotel deixar as malas (o hotel ficava a 25min a pé do Porto) e fomos jantar ao Bar Ideal. Foi (mais) uma excelente refeição: partilhámos um filete de peixe espada no pão e um prego de novilho em bolo do caco, tudo acompanhado por cerveja coral. Para finalizar, uma poncha tradicional. Esta foi a noite em que o grande FCP se sagrou campeão nacional, pelo que houve uma enorme festa no Funchal.

O dia seguinte foi inteiramente dedicado ao Funchal. Depois de uma noite muito bem dormida, começámos por tomar o pequeno-almoço numa pastelaria tradicional, a Padaria Madeirense. Comemos uma torrada, acompanhada de uma chinesa (uma espécie de meia de leite/capuccino) e partilhámos um pastel de nata da casa (era excelente). Daqui, partimos em direção ao Mercado dos Lavradores, um enorme mercado cheio de frutas exóticas. Contrariamente ao que nos tinham dito, os preços não eram elevados (por exemplo, o kg da banana da madeira era 0,49€ mais barato do que no Pingo Doce). Achámos que esta quebra de preços se deve à falta de turismo causada pela Covid (o mercado é um dos principais pontos de atração do centro da cidade).

Mercado dos Lavradores.

Do mercado, fomos até à badalada Rua de Santa Maria, na zona velha do Funchal, que claramente é uma rua que tem mais movimento ao final do dia/noite. Posteriormente, fomos até à Praça do Município e passeámos pela Avenida Arriaga, onde vimos o belíssimo Teatro Municipal Baltazar Dias. A paragem seguinte foi na Igreja da Sé e no Palácio de São Lourenço. Visitámos ainda a afamada Fábrica de Santo António (uma loja que vende produtos típicos da Madeira – os bolos de mel de cana são ótimos) e ainda passámos nas Adegas de São Francisco (aqui é possível conhecer todo o processo de fabrico do tradicional vinho da madeira e fazer uma prova do mesmo).

Fábrica de Santo António.

Continuámos a caminhar, desta vez junto ao mar, até ao Museu CR7. Grande deceção, estava fechado por tempo indeterminado! Contudo ainda deu para tirarmos uma fotografia com a famosa estátua do Cristiano Ronaldo.

Estátua Cristiano Ronaldo.

Como estávamos com tempo e estava muito quente, decidimos ir almoçar ao nosso aparthotel (que era mesmo bem localizado, em pleno centro da cidade). Assim, passámos no supermercado, onde comprámos mantimentos para o almoço, e na Pastelaria Penha D’Águia, onde comprámos uma queijada tradicional. Bem, ficámos absolutamente deliciados com as queijadas, são maravilhosas.

Voltámos a sair por volta das 4pm, o calor ainda não tinha dado tréguas. Decidimos caminhar, desta vez até mais longe, até à Praia Formosa. Ida e volta foram 12km. Esta caminhada valeu bem a pena, permitiu-nos conhecer ainda melhor o Funchal. Grande destaque para a Promenade do Lido, um passeio marítimo que liga a zona do lido à praia formosa. Como estava mesmo muito calor, ainda fizemos uma paragem estratégica no Fórum Madeira (visitámos uma loja com o AC bem fresco). Eram 6.30pm quando chegámos à Praia Formosa. Ainda que seja uma praia de pedras, tem uma esplanada agradável para tomar uma cerveja (Coral, claro). E foi o que fizemos, ficámos lá sentados mais de uma hora a aproveitar o sol e a descansar as pernas (afinal de contas tínhamos mais 6km pela frente). Chegámos ao final do dia exaustos, andámos 26km a pé e esteve muito calor. Terminámos o dia a jantar um delicioso bife de atum em bolo do caco.

No dia seguinte tivemos de acordar às 5am, custou tanto! E foi nesse dia, 17-jul, que terminou mais um capítulo desta grande viagem que andamos a fazer, o capítulo das Ilhas de Portugal. Passámos cerca de 1 mês entre os Açores e a Madeira e adorámos! São 2 arquipélagos muito díspares, mas ambos valem (muito) a visita. Nos Açores ficámos fascinados com as paisagens naturais, as lagoas, as cascatas, a gastronomia, enfim, a conjugação perfeita da serra com o mar. Na Madeira, ficámos encantados com a movida do Funchal, as arribas junto ao mar, os miradouros, as levadas, o Porto Santo (que para nós é o verdadeiro Caribe Português), entre muitas outras coisas. Vamos embora com a promessa de voltar, a ambos!

Não percam os próximos capítulos.

Beijinhos,

F&D

Ilha da Madeira (Madeira), Portugal

Olá,

Novo dia, novo arquipélago! Passavam poucos minutos das seis da manhã do dia 7-Jul quando deixámos os Açores para trás (uma viagem imperdível que todos sem exceção devem algum dia fazer). O novo destino era o arquipélago da Madeira, mais um sítio em que nunca tínhamos estado.

Assim, começámos por voar da Terceira para São Miguel e, daí, para o Funchal. Aterrámos no Aeroporto Cristiano Ronaldo, no Funchal, eram 11.40 am. Mal desembarcámos fomos recebidos com pompa e circunstância. A Região Autónoma da Madeira tem em curso uma enorme campanha para promover o turismo da região. Assim, existem inúmeros ecrãs espalhados pelo aeroporto onde estão constantemente a passar vídeos sobre os locais mais idílicos da ilha. Para além disto, quando desembarcámos ofereceram-nos uma banana (produto típico da região), uma garrafa miniatura de vinho doce da madeira, rebuçados de funcho e água.

Posteriormente, fomos ordeiramente conduzidos para uma tenda onde fizemos o teste à Covid-19 (todos os passageiros que desembarcam neste aeroporto que não tragam consigo um teste feito nas últimas 72h, são testados). Neste momento, já fizemos 3 testes à Covid-19 (todos negativos). O teste em si não dói, mas causa alguma impressão. O que fizemos na Madeira foi sem dúvida o mais custoso (normalmente colocam uma zaragatoa na garganta e outra na narina, na Madeira, para além da garganta e da narina, colocam também na segunda narina). Contudo, sentimo-nos bastante mais seguros por existir este controlo todo, pelo que não nos importamos nada de ser testados regularmente.

Teste feito, fomos levantar o carro que tínhamos alugado, um Peugot 108. Daqui, fomos até uma loja iServices no centro do Funchal. Saí da loja feliz, conseguiram arranjar o meu telemóvel! Depois de 1 semana isolada do mundo, soube bem voltar a conectar-me.

Já passava das 2pm e a fome apareceu! Decidimos começar em grande: fomos almoçar ao famoso Restaurante Santo António em Câmara de Lobos. Começámos por um delicioso bolo do caco, seguiu-se a espetada tradicional, acompanhada com milho frito e uma cerveja Coral. Estava tudo incrivelmente delicioso. Acabámos a refeição a “rebolar” e nem espaço houve para partilhar uma sobremesa. Regressámos ao Funchal, onde demos um curto passeio a pé numa zona residencial. Daqui fomos até ao supermercado (onde nos abastecemos para os dias seguintes) e, finalmente, fizemos o check-in no nosso apartamento. Um apartamento T2, com um agradável jardim, localizado a 2km do centro do funchal.

Terminámos o dia a beber uma Coral (a cerveja da região) num rooftop giríssimo no Miradouro do Pico de Barcelos (o bar chamava-se Venda do Pico).

No dia seguinte, 8-Jul, começámos o dia com uma videocall com a minha mãe, que fazia anos. Depois, fizemos um treino de 30 minutos (o único no Funchal, “shame on us”) e tomámos um grande pequeno-almoço. A primeira paragem do dia foi no Miradouro da Eira do Serrado, onde desfrutámos de uma vista incrível sobre as montanhas. Daqui, descemos até à vila da Região, o Curral das Freiras, onde demos um pequeno passeio a pé.

Miradouro da Eira do Serrado.

A paragem seguinte foi na Baía de Câmara de Lobos, onde demos um passeio à beira mar. Embora seja uma zona altamente turística (daquelas em que há empregados à porta dos restaurantes e dos bares a incomodarem toda a gente que passa), vale a pena conhecer. Posteriormente, fomos até ao Miradouro de Cabo Girão. Ficámos absolutamente fascinados com a vista! Este é o segundo miradouro mais alto do mundo sobre penhasco. Decidimos almoçar as nossas sandochas neste local incrível. Um luxo, tendo em conta que tivemos aquela vista só para nós.

Miradouro Cabo Girão.

De seguida, fomos até à zona da Ribeira Brava, mas sinceramente achámos perda de tempo. A vila não tem muito interesse. Decidimos ir até à Estalagem da Ponta do Sol beber um café. Mais um local com uma vista icónica! Para além disso, ainda tinha um agradável jardim, onde pudemos repor energias.

Seguimos o plano que tínhamos traçado para o dia e fomos até à Taberna da Poncha. Foi-nos recomendado como sendo o melhor sítio para provar a verdadeira poncha da Madeira. Não sabemos se era o melhor, mas as 2 ponchas que provámos (tradicional e maracujá) estavam absolutamente fantásticas. Rapidamente nos apercebemos de que o bar era frequentado por muitos locais, o que é um excelente indicador de qualidade. Já passava das 6pm quando deixámos a Taberna da Poncha e nos dirigimos até à Zona do Fanal. No Fanal, uma zona de montanha, ainda fizemos 1 mini trilho de 3km até Paúl da Serra. Terminámos o trilho às 7.45pm e estavam 27 graus! Assim, decidimos ir até à Praia da Calheta, onde ainda demos um mergulho e estivemos até perto das 9.

Pela Vereda do Fanal.

Chegámos a casa por volta das 9.30pm. Estávamos exaustos! A condução na Madeira é extremamente cansativa. Os percursos são longos (em média demorámos sempre 30 min a deslocar-nos entre os diferentes pontos turísticos), as estradas são muito estreitas e acentuadas. Para ajudar, na maioria dos locais, não há passeios e os carros estacionam no meio da estrada, nos 2 sentidos. É um verdadeiro desafio!

O dia seguinte começou com uma visita à Casa das Mudas (Museu de Arte Contemporânea). O edifício deste Museu tem uma arquitetura e vista fantásticas. Daqui fomos até à Vila do Jardim do Mar. A vila é labiríntica, mas as suas ruas estreitas, com o mar como pano de fundo, são encantadoras! Tomámos um café no bar de um hostel muito giro e com imenso ambiente, o Maktub.

Casa das Mudas.

Posteriormente, fomos até Paúl do Mar, mais uma vila à beira mar. Achámos que esta vila não valeu a pena a visita! É giro ver esta vila a partir da Vila do Jardim do Mar, mas não vale a pena conhecer a vila em si. A paragem seguinte foi no Miradouro do Rabaçal, um miradouro com uma vista montanhosa muito bonita. Depois de almoçarmos, partimos em direção às famosas Piscinas Naturais do Porto de Moniz. As piscinas fazem jus à fama, são belíssimas! Vejam a imagem abaixo!

Piscinas Naturais do Porto Moniz.

Estivemos nas piscinas cerca de 3 horas. Estava um excelente dia quente de verão. Demos alguns mergulhos e ainda dormimos uma sesta ao sol. Aliás, vale a pena referir que, para quem gosta de calor, o clima Madeirense é absolutamente incrível. Apanhámos sempre sol, céu azul e muito calor!

A paragem seguinte foi no Miradouro do Véu da Noiva. O nome advém do formato de véu criado pelo penhasco em conjugação com a neblina. Que paisagem idílica! Vejam por vocês mesmos:

Miradouro Véu da Noiva.

Encantados com a vista deste miradouro, regressámos ao carro e fomos até à Praia do Seixal. Uma praia de areia preta, com um mar azul vivo e transparente! O enquadramento desta praia é muito bonito, mas a areia preta não nos convence! Assim, apenas demos um passeio a pé. Daqui, rumámos até à zona de São Vicente, onde tínhamos intenção de visitar o Centro de Vulcanismo e as Grutas. Contudo, devido à falta de procura causada pela Covid, estava tudo fechado temporariamente. Desconsolados, decidimos “afogar as mágoas” com um Nikita na Taberna da Poncha (sim, gostámos tanto do sítio que voltámos lá outra vez). O Nikita é uma bebida típica madeirense, feita com cerveja Coral e gelado de ananás. É uma espécie de granizado. É bom, mas a poncha é consideravelmente melhor!

Bem, quanto mais o tempo passava, mais encantados ficávamos com a Região. Contrariamente aos Açores, que nos conquistaram logo nas primeiras horas, a Madeira foi-nos conquistando.

Começámos um novo dia com um ótimo pequeno-almoço no jardim do nosso apartamento (torradas em bolo do caco, papas de aveia, café com leite, laranja e iogurte). Era dia de trilho! Decidimos fazer a famosa e recomendada Levada do Caldeirão Verde, com início na Casa de Abrigo das Queimadas. Foi um percurso de 13 km muito agradável. Embora estivesse um dia quente, a levada é feita maioritariamente à sombra, o que ajuda. Assim, passámos por entre corredores verdejantes, túneis subterrâneos (onde tivemos de andar curvados e com lanterna), precipícios (bem ladeados com um corrimão de metal) e locais com vistas fantásticas! Depois de mais de 2h30 a caminhar, chegámos à famosa lagoa. A lagoa vista de cima dá origem ao nome da levada: Caldeirão Verde. Fizemos um piquenique e regressámos ao ponto de partida. No total, demorámos 3h30 a fazer os 13km! Gostámos bastante de fazer esta levada. Contrariamente ao que muita gente diz, nós achámos o percurso fácil. É claro que a subida ao Pico nos Açores mudou bastante a nossa perspetiva em relação aos graus de dificuldade indicados nos trilhos.

Da parte da tarde, fizemos um novo trilho, desta vez até ao ponto mais alto da Madeira, o Pico Ruivo. Quem nos conhece sabe que adoramos colecionar este tipo de medalhas eheh. Este trilho de 5,6km tem início na Achada do Teixeira, em Santana e demora 1h30 a percorrer (ida e volta). Não há palavras que descrevam esta vista, por isso vejam a imagem:

Pico Ruivo.

Depois de 2 trilhos, as pernas acusaram algum cansaço. Assim, decidimos ir visitar as Casas Típicas de Santana. Uma zona engraçada, onde se avistam imensas casinhas típicas da Madeira. A visita foi muito breve, mas gostamos bastante:

Casas Típicas de Santana.

O último destino foi o Pico do Areeiro. Mas, antes de lá chegarmos ainda vivemos um episódio caricato. Tivemos de fazer uma paragem num supermercado para comprar alguma coisa para jantar. Como estávamos numa ilha, nada melhor que peixe fresco. O eleito foi o Atum! Parámos num Modelo Continente (sim, nas ilhas ainda têm este nome) e enquanto eu fui buscar pão fresco, o Diogo foi à peixaria. Estava eu no corredor quando vejo o Diogo a barafustar com a peixeira! Penso para mim, “aposto que já está a reclamar” e, guess what, acertei. Sendo muito breve, o Diogo pediu 2 bifes de atum, ao que a senhora lhe disse que o bife de atum custava o dobro do atum normal. Contudo, isso não estava escrito em absolutamente lado nenhum. Como tal, o Diogo retorquiu dizendo, “Apenas quero 300 gramas de atum, em posta, em bife, como quiser, mas não vou pagar mais do que o preço marcado”. Nisto tudo, a senhora diz que não pode vender apenas essa quantidade! Mais uma vez, tal exigência não estava escrita em lado nenhum. Assim, o Diogo pediu para falar com o responsável. O responsável não chegou, mas chegou a senhora peixeira, que nos pediu desculpa e disse que iria fazer o preço que estava marcado. Nisto tudo, o Diogo já tinha feito filmes e fotografias da peixaria e já tinha um resumo da reclamação para escrever no livro de reclamações e fazer queixa à Deco! Quem nos conhece, também já sabe que exigimos sempre que se cumpra a lei. Principalmente neste tipo de cadeias que tentam fazer dinheiro à custa de promoções enganosas e erros que, premeditados ou não, são sempre a favor do supermercado.

Bem, depois deste desacato, lá fomos nós até ao Pico do Areeiro. Chegámos depois das 8.30 pm, com aquela luz belíssima de pôr do sol. Mais uma vista daquelas de cortar a respiração. Ora vejam lá:

Pico do Areeiro.

Ver o sunset no Pico do Aireiro foi uma daquelas experiências marcantes! A vista, as nuvens, as montanhas, o sol, bem, uma imensidão de estímulos visuais que já mais esqueceremos. Chegámos a casa por volta das 9.45pm, estafados e com um jantar para preparar.

O dia seguinte começou com um videocall para o meu pai, que fazia 60 anos! Assim, depois desta chamada e de tomarmos o pequeno-almoço, saímos em direção à Prainha (no Caniçal). Era sábado, como tal a praia estava bastante preenchida. Estivemos na praia apenas alguns minutos, afinal de contas ainda tínhamos muito para visitar. A paragem seguinte foi no Miradouro da Ponta do Rosto que nos presenteou com uma vista bastante bonita.

Era quase 1pm quando chegámos à Ponta de São Lourenço, onde percorremos uma das melhores veredas (i.e. trilhos) que a Madeira tem para oferecer, a Vereda da Ponta de São Lourenço. Foram 6km de caminhada por paisagens idílicas. A cor do mar, as encostas, os precipícios, tudo absolutamente fascinante. Um dos pontos altos desta vereda foi sem dúvida a passagem pela Baia d’Abra. Vejam a fotografia abaixo para perceber o motivo do nosso fascínio.

Pela Vereda da Ponta de São Lourenço.
Baía d’Abra.

Para além da Baía, conseguem avistar-se a Sul as Ilhas Desertas e, a Norte, a Ilha do Porto Santo e os seus ilhéus. A vereda em si foi batizada com o nome da caravela de João Gonçalves Zarco, um dos 3 descobridores da Ilha.

Trilho terminado, partimos em direção à Praia do Machico, o local onde almoçámos. Da parte da tarde, começámos por visitar a zona de Porto Cruz. Aqui, tivemos oportunidade de nos sentar a tomar um café numa esplanada mesmo em cima do mar (até com salpicos de água levámos). Soube pela vida, estava um dia de sol maravilhoso.

A paragem seguinte foi no Miradouro do Balcões. O acesso a este miradouro é feito através de uma curta caminhada de cerca de 15 min. A vista vale muito a pena. Conseguimos ver o Pico Ruivo e o Pico do Areeiro, bem como outros picos. Daqui, partimos de carro até ao Pico do Areeiro. Já lá tínhamos estado no dia anterior, mas gostámos tanto da vista que decidimos voltar.

Miradouro dos Balcões.

Para terminar o dia, fomos até ao centro do Funchal, mais especificamente até ao bar Venda Velha. Aqui desfrutámos de 2 belas ponchas, uma de maracujá e uma tradicional. O ambiente do bar era muito giro, contudo gostámos mais da poncha da Taberna da Poncha. Ainda estivemos à conversa com um senhor de uma associação direcionada para tratar a temática do abandono de gatos pela cidade. Este senhor contou-nos que vai todos os dias à zona do bar Venda Velha para alimentar os gatos que vivem naquela região.

O dia foi longo e terminou com um jantar em casa. Na verdade, todos os dias que passámos na Ilha da Madeira foram vividos de forma muito intensa. Todos os dias saímos de casa por volta das 10am e apenas regressámos por volta das 9pm. Como tal, acabámos por jantar muitas vezes no jardim do apartamento em que estávamos alojados. Comemos bife de atum 3 vezes, imaginem lá!

No dia seguinte tivemos de madrugar uma vez que tínhamos barco para o Porto Santo às 8am (sendo que o check-in é feito às 7.30am). Contudo, esta e outras aventuras ficam para o próximo post.

Obrigada,

F&D

Custos & Dicas, Açores

Notas prévias:

  • Consultar os “Custos & Dicas Argentina” para perceber o enquadramento da nossa viagem, bem como as nossas “exigências” relativamente a estadia e meios de transporte.
  • O nosso plano foi o seguinte:
    • São Miguel 8 noites
    • Faial 2 noites
    • Pico 2 noites
    • Terceira 4 noites

Uma viagem de 17 dias pelos Açores, num formato low cost e com uma pandemia mundial instalada, custa cerca de 1100€ por pessoa (inclui todos os voos e barcos).  

Deixamos infra uma listagem dos principais custos que tivemos.

Custos por categoria, por pessoa:

  • Vôos:
    • Porto – Ponta Delgada: 75€
    • Ponta Delgada – Horta: 92€
    • Terceira – Funchal: 76€
  • Barcos:
    • Horta (Faial) – Madalena (Pico): 3,60€
    • São Roque (Pico) – Praia da Vitória (Terceira): 32€
  • Aluguer de carro (preços não incluem seguro contra todos os riscos). Excecionalmente os custos apresentados infra são por dia (e não por pessoa). Nas restante rubricas os custos são por pessoa.
    • Gasolina: 4€/dia
  • Alojamento:
    • São Miguel: 18€/noite
    • Faial: 20€/noite
    • Pico: 25€/noite
    • Terceira: 17€/noite
  • Refeições:
    • Casa: 4€/dia
    • Restaurantes: 15€/refeição
    • Café e queijada: 2€
    • Cervejas: 1,5€/cerveja
  • Atividades turísticas:
    • Visita ao Parque Terra Nostra: 8€/entrada
    • Visita à Caldeira Velha: 3€/entrada
    • Entrada no Parque da Lagoa das Furnas: 3€/entrada
    • Museu dos Baleeiros: 2€/entrada
    • Prova de vinhos: 10€/entrada
    • Subida ao Pico: 25€/entrada (sem guia)
    • Algar do Carvão + Gruta do Natal: 12€/entrada

Agora vamos às dicas:

  • Geral:
    • Ter um bom plano de dados móveis ativo nos Açores. Dá imenso jeito, essencialmente se alugarem carro, por causa do GPS
    • O aluguer de carro é essencial. Para além dos táxis serem escassos, são caros. Além disso, o carro é mesmo a melhor maneira para explorar as ilhas. Se tiverem, levem carregador de isqueiro e suporte para o telemóvel (por causa do GPS). Na secção dos “Custos” podem consultar as rent-a-cars que utilizámos e quanto pagámos.
    • Utilizar o website http://www.spotazores.com/ para planearem o vosso dia. Este website tem câmaras com imagens live dos principais pontos turísticos. O tempo nos Açores muda de uma hora para a outra (tanto está imenso sol, como está tudo encoberto)
    • Provar as seguintes iguarias locais:
      • Bife regional
      • Bife de atum
      • Filetes de abrótea
      • Cracas
      • Bolo de ananás dos açores
      • Pudim de maracujá
      • Pudim de chá
      • Queijadas de Vila Franca (recomendamos as “Queijadas do Morgado” que se vendem quer na Queijaria do Morgado, quer em vários restaurantes e cafés)
      • Queijo fresco do dia com molho de pimenta
      • Bolo lêvedo
      • Kima ananás
      • Cerveja “Especial”
      • Cerveja artesanal “Korisca”. A nossa preferida foi a Korisca Brown Ale (bastante frutada com notas de caramelo e frutos secos). A Korisca India Pale Ale Petra, tem chá da Gorreana
  • São Miguel
    • Lagoas a visitar:
      • Lagoa das Sete Cidades (maior lagoa de São Miguel, composta por 2 lagoas, a Lagoa Azul e a Lagoa Verde)
      • Lagoa das Furnas
      • Lagoa do Fogo
      • Lagoa do Canário
      • Lagoa do Congro
    • Miradouros:
      • Miradouro da Boca do Inferno (zona das Sete Cidades)
      • Miradouro da Vista do Rei (zona das Sete Cidades)
      • Miradouro das Cumeeiras (zona das Sete Cidades)
      • Miradouro Cerrado das Freiras (zona das Sete Cidades). Há uma estrada de asfalto para chegar lá cima (embora o GPS indique uma estrada de terra batida)
      • Miradouro do Pico do Ferro (zona das Furnas)
      • Miradouro da Lagoa do Fogo (zona da Ribeira Grande)
      • Miradouro da Ponta do Sossego (zona do Nordeste)
      • Miradouro da Ponta da Madrugada (zona do Nordeste)
      • Miradouro da Vista dos Barcos (zona do Nordeste)
      • Miradouro de Nossa Senhora da Paz (zona de Vila Franca do Campo)
    • Parques a visitar:
      • Parque Terra Nostra. Levar fatos de banho escuro e velho para o banho nas termas. Se almoçarem no hotel a entrada no parque é grátis – pode ser uma dica para provarem o cozido
      • Fumarolas. Provar e comprar o bolo lêvedo (uma espécie de pão doce). Provar as espigas de milho cozidas nas furnas (sabem muito a enxofre)
      • Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões. Este parque é muito bonito, faz lembrar a zona de Ubud, em Bali (Indonésia)
      • Caldeira Velha. Parque natural com uma cascata e com um centro interpretativo onde se pode conhecer a história de formação do arquipélago dos Açores. Aqui também se pode mergulhar na cascata
    • Trilhos pedestres:
      • Nota: no site www.trails.visitazores.com é possível fazer download de um prospeto acerca do trilho, bem como, do seu percurso para orientação em GPS
      • Lomba da Fazenda (circular, 6km, dificuldade média): vale bastante a pena, uma vez que se passa por paisagens de serra/montanha e de mar. Durante o trilho passa-se por umas piscinas naturais muito bonitas, bem como por azenhas e pontes antigas. A principal dificuldade está na inclinação de algumas subidas
      • Salto do Cabrito (circular, 8,5km, fácil): gostámos imenso deste trilho. Fez-nos lembrar muito os trilhos que fizemos na Costa Rica. Para além da fascinante paisagem de montanha, ainda se visita a zona das Caldeiras da Ribeira, bem como uma Central Hidroelétrica.
  • Outros:
    • Cidade de Ponta Delgada: passear a pé pela marina, pelo centro histórico, (assegurando-se que visitam as famosas “Portas da Cidade”), Mercado da Graça e Teatro Micaelense. Comparada com a restante região, na nossa opinião, esta cidade não é “nada de especial”. Não obstante, vale a pena dar um passeio! Podem ainda tomar um café no Café Central (onde vendem as famosas “Queijadas do Morgado”)
    • Cidade da Ribeira Grande: passear a pé pela marginal, visitar o Miradouro do Palheiro e o Miradouro do Castelo
    • Cidade de Vila Franca do Campo: passear a pé pela marginal e centro da cidade (tem apenas um largo e uma igreja). Ir à Queijaria do Morgado comer as famosas queijadas. Adicionalmente, também nos recomendaram os gelados de máquina no Saraiva na praça central (nós não provámos)
    • Plantações de ananases A Arruda. Entrada grátis. Nós não conseguimos ir, pois estava fechado devido à Covid (à partida abrem em Julho)
    • Plantações de chá da Gorreana. Tem um trilho pedestre curto e giro lá dentro
    • Praia de Água D’Alto­­: para nós a melhor praia de São Miguel. É aquela cuja areia é mais clara (embora escura, não é negra) e o mar tem uma excelente temperatura. Para além disso, tem o areal mais extenso que vimos em toda a ilha. Vale a pena ir dar um mergulho (mas não percam um dia nesta praia, São Miguel não é um destino de praia e tem muito mais para ver)
    • Poça da Dona Beija: ir à noite. Águas férreas e quentes. (entrada: 6€). Nós não conseguimos ir, pois estava fechado devido ao Covid (à partida abrem em Julho)
    • Farol da Ponta da Ferraria
    • Termas da Ferraria: local onde o Oceano Atlântico atinge temperaturas de 40 graus. O ideal é visitar na altura da maré baixa. Existem ainda umas termas (estavam fechadas devido ao Covid, mas à partida abrem em Julho)
    • Mosteiros: melhor zona para pôr do sol. Tem uma vista espetacular sobre o Ilhéu de Mosteiros. Recomendamos que o façam no Bar Sunset Poço da Pedra (uma esplanada muito modesta, em cima da praia, com boa cerveja e uma vista excelente)
    • Percorrer de carro a costa sul, de Vila Franca do Campo até Ponta Delgada. A paisagem vale muito a pena
    • Visitar o ilhéu de Vila Franca do Campo. Existem barcos que partem de Vila Franca do Campo (nós não conseguimos ir)
    • Fábrica da Cerveja Artesanal Korisca: uma visita interessante para quem é apreciador de cerveja artesanal e não conhece este mundo. Demora ~1h30. No final podem comprar e provar algumas variedades
    • Restaurantes e cafés/bares:
      • Restaurantes:
        • Restaurante Associação Agrícola de Santana [must go]: localizado na Ribeira Grande. Foi sem dúvida o restaurante que mais gostámos (fomos lá 2 vezes e estivemos para ir 3). “Obrigamos” a que pensam o “Bife do Lombo à Associação”. Para além daquele que foi para nós o melhor bife que alguma vez comemos, recomendamos as seguintes iguarias: morcela com ananás dos Açores, queijo fresco do dia com pimenta, queijo d’Associação, pudim de chá, véu de noiva (sobremesa de natas caseiras e leite condensado) e cerveja d’Associação (cerveja artesanal produzida pela Korisca em exclusivo para este restaurante). Importante: o restaurante está sempre cheio. Necessário reservar
        • Restaurante A Tasca [must go]: localizado em Ponta Delgada e aberto fora de horas. Recomendamos o queijo fresco com molho de pimenta, o bife de atum braseado com sementes de sésamo, acompanhado com batata doce, inhame e cebolada e, para a sobremesa, o bolo de ananás dos açores. Importante: o restaurante está sempre cheio. Necessário reservar
        • Restaurante Tony: localizado nas Furnas. Recomendamos os filetes de abrótea e o pudim de maracujá. Para os mais corajosos, ouvimos dizer que o típico Cozido das Furnas também é muito bom neste restaurante. Importante: se quiserem o cozido têm de ligar no dia anterior a reservar
        • Restaurante O Galego: localizado em Ponta Delgada. Dizem que tem um Bife Regional que compete com o da Associação Agrícola de Santana, mas nós preferimos não arriscar
        • Taberna Açor: localizado em Ponta Delgada. Tem várias tapas típicas
        • O Patanisca: localizado em Ponta Delgada
        • O que é Nosso: localizado na Lagoa
        • Pés na Areia: localizado na Ribeira
      • Cafés/bares:
        • Bar da Caloura [must go]: localizado na Caloura (perto de Vila Franca do Campo e Ponta Delgada), mesmo em cima do mar (vista ótima). Recomendamos o queijo fresco com molho de pimenta, o bolo de ananás e a cerveja Especial
        • Bar Sunset Poço da Pedra: localizado em Mosteiros, a melhor zona para ver o pôr do sol (tem uma vista espetacular sobre o Ilhéu de Mosteiros). Embora seja uma esplanada muito modesta, em cima da praia, tem boa cerveja
        • Queijaria do Morgado [must go]: localizada em Vila Franca do Campo. Tem umas queijadas divinais. Chamam-se mesmo “Queijadas do Morgado”. Para além deste tipo, existem outras mas não as provámos
        • Green love: localizado junto à Lagoa Azul, nas Sete Cidades. Esplanada agradável para tomar um café e uma queijada ou até uma cerveja Especial
        • Café Central: localizado no centro de Ponta Delgada. Ideal para tomar um café e comer uma Queijada do Morgado. Não provámos, mas vimos que os hambúrgueres em bolo lêvedo tinham muito bom aspeto
        • Tasca Lagoinhas: localizada perto de Vila Franca do Campo. É mesmo uma Tasca, junto a um largo com uma igreja. O ambiente é muito local e um bocado assustador, mas a cerveja da casa é maravilhosa e custa apenas 0,65€
      • Outros:
        • Mercado da Graça: localizado em Ponta Delgada. Ideal para comprar frutas tropicais e ananás dos açores
        • Rei dos Queijos (ou Príncipe dos Queijos, é do filho): localizado em Ponta Delgada. Ideal para comprar queijos típicos, bem como queijadas e bolo lêvedo
  • Faial
    • Locais a visitar:
      • Vulcão dos Capelinhos: recomendamos que estacionem o carro e subam até ao Posto de Vigia (é uma torre em ruínas, com uma vista panorâmica excecional)
      • Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos
      • Praia da Fajã: não tem areia, mas vale a pena pela paisagem
      • Caldeira (também conhecido como Cabeço Gordo): se estiver encoberto, vale a pena tentar outra vez mais tarde. A altura com menos nuvens costuma verificar-se da parte da tarde
      • Farol da Ponta da Ribeirinha
      • Miradouro do Ribeiro Seco
      • Miradouro da Nossa Senhora da Conceição
      • Monte da Guia: recomendamos que estacionem o carro e caminhem pelo monte. A vista para a baía da praia do Porto Pim é fantástica
      • Praia de Porto Pim: esta praia tem um areal simpático e o mar é uma verdadeira piscina. Vale a pena nem que seja para um mergulho rápido ou uma caminhada pelo areal
      • Peter Café Sport: local histórico da cidade. Visitar o bar e a loja
      • Centro da cidade da Horta: o melhor é caminhar pela cidade. Recomendamos que façam o passeio junto ao mar (desde o Porto até ao restaurante Canto da Doca, ou vice versa). Também vale a pena explorar as ruas e pracetas na 2ª linha de mar
    • Restaurantes e cafés/bares:
      • Kabem Todos [must go]: recomendamos o hambúrguer de atum ou o bife de atum. O atum vem fresco do Pico e é delicioso
      • Canto da Doca: bom para peixe fresco
      • Tasca O Capitólio: serve excelentes hambúrgueres
      • A Árvore
    • Cafés/bares:
      • Peter Café Sport: ideal para gin
      • Padaria Popular [must go]: recomendamos as queijadas de nata. O pão também é todo muito bom
      • Doce Delícia: é uma pastelaria com bons bolos
    • Alojamento: recomendamos o Red Bird Studio. Para alem de ser super central, é muito confortável e bem decorado
  • Pico
    • Locais a visitar:
      • Piscinas de São Roque do Pico: piscinas naturais onde podem dar um mergulho e apanhar sol
      • Lajido da Criação Velha
      • Moinho do Frade
      • Lagoa do Capitão
      • Lajes do Pico
      • Hotel Aldeia da Fonte: um hotel cuja arquitetura retrata uma aldeia construída com rocha vulcânica
      • Museu dos Baleeiros: aberto entre as 10h e as 17h
      • Museu do Vinho: aberto entre as 10h e as 17h
      • Gruta das Torres: aberto entre as 10h e as 17h
      • Madalena: caminhar pela cidade, junto ao mar
      • Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico
    • Outros:
      • Fazer uma degustação de vinhos na Cooperativa Vitivinícola do Pico:
        • Existem provas às 11h, 14h, 15h e 16h
        • Necessário telefonar a reservar (pode ser no próprio dia)
        • Recomendamos a degustação que inclui 7 vinhos
        • Pedir explicitamente para provar os seguintes vinhos: branco – Verdelho; tinto – Terras de Lava; licoroso – 10 anos; e “Vinho de Cheiro” Cavaco (o comércio deste tipo de vinho apenas é permitido em 2 locais do mundo, os Açores e uma pequena região da Áustria. O seu comércio foi banido devido à presença de malvina, a qual é nociva para a saúde)
      • Fazer um tour para ver baleias. Existem alguns operadores que fazem estes tours diariamente às 9h e às 14h nas Lajes do Pico
      • Apenas para os mais corajosos e aventureiros: escalar a Montanha do Pico e o Piquinho. Deixámos infra algumas notas:
        • É necessário reservar a subida à Montanha do Pico. Esta reserva pode ser feita online no site da Casa da Montanha
        • É necessário estar em boa forma física para fazer esta escalada. O percurso é perigoso, desgastante e difícil. A subida e descida são 11km. Nós demorámos 11h no total. Os mais experientes demoram 8h
        • Iniciar a subida entre as 8h30 e as 9h00
        • Material necessário: botas antiderrapantes, bastões de caminhada (crucial), casaco térmico, óculos de sol, chapéu, protetor solar, água, snacks. O ideal é vestir roupa em camadas, para se poder ir tirando à medida que se vai aquecendo
    • Restaurantes e cafés/bares:
      • Restaurantes:
        • A Montanha: localizado em São Roque do Pico. O prato mais famoso é o Bife Regional
        • Ancoradouro: localizado na Madalena. Necessário reservar
        • Caffe Cinq [must go]: localizado na Madalena. Embora tenha alguns pratos típicos, o Donner Kebab é fantástico
        • Magma: dizem que é muito bom, mas é mais caro que o normal
      • Cafés/bares:
        • Quiosque Carapinha: localizado na Madalena, mesmo em frente ao Porto, tem gelados deliciosos. Recomendamos o “Jumbo” de Pistácio (dá para partilhar)
        • Cella: localizado na Madalena, é um bar com uma arquitetura incrível. Bom para o por-do-sol. Também serve refeições
    • Alojamento: recomendamos a Casa do Comendador. Localizado em São Roque, tem apenas 8 quartos e uma gestão muito familiar. Uma casa século XV inteiramente recuperada, com uma decoração e envolvente muito bonitas. O pequeno-almoço é fantástico
  • Terceira
    • Locais a visitar:
      • Cidade de Angra do Heroísmo: explorar toda a cidade a pé. Visitar os seguintes locais:
        • Igreja da Misericórdia
        • Memória a D Pedro IV
        • Palácio Bettencourt
        • Jardim Duque da Terceira. Dentro do jardim têm uma casa de chá agradável
        • Igreja do Santíssimo Salvador da Sé
        • Museu de Angra do Heroísmo
        • Mercado Duque de Bragança
        • Monte Brasil (ver o próximo ponto)
      • Monte Brasil: vale muito a pena fazer o trilho pedestre. São cerca de 2h-2h30 a pé. Passam por paisagens muito bonitas e, com sorte, podem ver veados. O percurso é fácil. Caso não queiram fazer o trilho, subam de carro até onde puderem, estacionem e caminhem um pouco
      • Miradouro da Serra do Cume
      • Algar do Carvão: confirmar o horário antes de se deslocarem (não costuma estar aberto durante todo o dia). Comprar bilhete combinado Algar Carvão + Gruta do Natal (preço: 12€). Individualmente, cada entrada custa 8€
      • Gruta do Natal: confirmar o horário antes de se deslocarem (não costuma estar aberto durante todo o dia). Comprar bilhete combinado Algar Carvão + Gruta do Natal (preço: 12€). Individualmente, cada entrada custa 8€
      • Furnas de Enxofre
      • Miradouro do Facho
      • Lagoa das Patas
      • Piscinas Naturais dos Biscoitos: levem coisas para dar um mergulho. Ao fim-de-semana tem barraquinhas com bolos típicos e bolo lêvedo
      • Praia da Vitória: dar uma volta a pé junto à marginal. Podem dar um mergulho na praia (para nós a melhor da ilha) e beber uma cerveja no bar Prainha (a entrada é feita pela marina)
    • Trilhos pedestres:
      • Monte Brasil (circular, 7,4 km, dificuldade média): rota em torno de um geossítio formado por um antigo vulcão extinto com origem no mar e que mais tarde se ligou à cidade de Angra do Heroísmo. Ao longo deste trilho podem apreciar belas paisagens, o mar e, com sorte, veados.
      • Rocha do Chambre (circular, 8,8km, dificuldade média): percurso que atinge os 700 metros de altitude e onde se pode disfrutar de belíssimas vistas, como por exemplo o Vale do Azinhal e a Rocha do Chambre, bem como apreciar a flora local.
    • Restaurantes e cafés/bares:
      • Restaurantes:
        • Beira Mar de São Mateus [must go]: localizado perto de Angra do Heroísmo. Recomendamos a sopa de marisco em pão, as espetadas mistas de lulas, cherne e camarão e o doce típico Dona Amélia. Necessário reservar (recomendamos a esplanada)
        • Sabores do Chefe: localizado perto de Praia da Vitória. Bom para peixe e marisco. Ao almoço têm pratos do dia muito económicos
      • Cafés/bares:
        • Campo de Golfe da Terceira: dizem que é agradável para tomar café (nós não conseguimos ir)

Terceira (Açores), Portugal

Olá a todos,

Como tivemos oportunidade de vos contar no nosso último post, chegámos à Ilha Terceira no dia 3-Jul pelas 16h. A viagem até esta ilha foi feita de barco, a partir da Ilha do Pico. Foram 7h30 de viagem. Como estávamos muito cansados (tínhamos escalado o Pico no dia anterior), passámos a viagem a descansar.

Mal chegámos à Terceira deparámo-nos com a imagem de marca dos Açores: verde e vacas! Depois de levantarmos o nosso carro, fomos diretos até ao centro da cidade de Angra do Heroísmo. Esta cidade, património da humanidade, é encantadora. As suas igrejas e edifícios rapidamente nos fizeram recordar a viagem que fizemos a Goa. Embora o nosso alojamento fosse na ponta oposta da ilha (Praia da Vitória), tivemos de ir até Angra, visto que o meu telefone avariou e, apenas nesta cidade, existia uma loja que fazia arranjos. Assim, deixámos o telemóvel e combinámos ir buscá-lo na manhã seguinte. Depois de um breve passeio pelas ruas de Angra, fomos até ao supermercado e instalámo-nos no apartamento que tínhamos reservado (um estúdio muito funcional e apenas a 200 metros da praia). Como estávamos exaustos (tínhamos acordado às 6.30 am), decidimos jantar em casa e deitarmo-nos cedo.

No dia seguinte, depois de um sono revigorante e de um bom pequeno-almoço, metemo-nos à estrada e fomos novamente até Angra do Heroísmo. Más notícias, o telemóvel precisava de uma bateria nova, sendo um iPhone e devido à Covid-19, não havia stock de baterias. Aliás, o senhor que nos atendeu disse-nos mesmo que não íamos encontrar baterias em nenhuma ilha dos Açores. Conformei-me e lá assumi que iria fazer um detox forçado sem telemóvel (já estava sem telemóvel há mais de 48h). Assim, passámos toda a manhã a caminhar por Angra do Heroísmo, começámos por visitar o encantador Jardim Duque da Terceira, o Palácio Bettencourt, o Palácio dos Capitães Generais e a Memória a D. Pedro IV. Posteriormente, fomos até ao Mercado Duque de Bragança. Como era sábado, o mercado estava cheio de vida. Ficámos estupefactos pela maneira como os terceirenses vivem a vida: faltavam uns minutos para o meio dia e já estavam em copos fortíssimos. Imaginem lá que já havia pessoas a dormir com a cabeça pousada sobre a mesa do café!

Jardim Duque da Terceira.
Vista sobre a Angra do Heroísmo a partir da Memória a D. Pedro IV.
Memória a D. Pedro IV.
Mercado Duque de Bragança.

Do centro da cidade, caminhámos até à beira mar, onde estivemos a passear pela marginal.

Depois de tanta caminhada, estávamos cheios de fome. Assim, decidimos seguir mais uma das dicas que nos foi dada por uma açoreana e fomos até ao restaurante Beira Mar de São Mateus. Este restaurante está localizado numa aldeia piscatória e tem uma daquelas salas de restaurante mesmo muito old school. Assim, pedimos para ficar na esplanada! Bem, fizemos uma refeição incrível! Começámos por beber um fino bem gelado, acompanhado do típico queijo fresco com molho de pimenta. Depois partilhámos uma enorme sopa de marisco em pão. Como prato principal, comemos umas espetadas incríveis de lulas, cherne e camarão. Por fim, já sem barriga, ainda comemos o bolo mais tradicional da Terceira, o Dona Amélia (é maravilhoso!).

Sopa de Marisco em Pão.

Bem, depois deste almoço gigante, decidimos fazer um dos trilhos pedestres que tínhamos planeado, o do Monte Brasil. Foram 7,5km a percorrer paisagens naturais muito bonitas, sempre com o mar como pano de fundo. Ainda fomos surpreendidos por um veado!

Demorámos mais de 2h30 a percorrer todo o trilho. Para além de nos termos perdido (o que já não é surpresa para ninguém, dado que nos está sempre a acontecer), as nossas pernas ainda estavam doridas da escalada do Pico. Trilho terminado, rumámos até Praia da Vitória, onde nos sentámos a beber uma cerveja numa esplanada em cima da praia.

Domingo, 5-Jul, começámos o dia com um treino rápido em casa (temos tentado treinar 2 vezes por semana, para de alguma forma mitigar as asneiras que vamos fazendo). Depois, demos uma volta a pé por Praia da Vitória: visitámos o Império da Caridade e o Miradouro do Facho.

Império da Caridade.

Pegámos no carro e fomos até ao Miradouro da Serra do Cume. Para nós foi o melhor miradouro de toda a ilha. Tem uma vista do estilo postal, onde se pode contemplar os inúmeros campos, vacas e o mar. Daqui, fomos até ao Algar do Carvão. O Algar do Carvão está literalmente dentro de um vulcão, é subterrâneo e tem formações geológicas únicas! Lá dentro, para além de uma lagoa, encontram-se inúmeros vestígios de lava que tentou perfurar aquelas paredes. Em todo o mundo apenas existe um lugar como este, estando o mesmo localizado na Islândia. Adorámos visitar este monumento natural.

Algar do Carvão.

Antes de visitarmos as Furnas de Enxofre, fizemos um piquenique num dos muitos campos da Terceira. Nas Furnas de Enxofre, cruzámo-nos pela primeira (e última vez) com turistas. Posteriormente, visitámos a Gruta do Natal, um túnel de lava com mais de 650 metros de comprimento. A visita é feita de capacete e, em muitas partes, agachado (não recomendámos para pessoas que sofram de claustrofobia).

Furnas de Enxofre.

De seguida, visitámos a Lagoa das Patas. Como era Domingo, esta Lagoa estava cheia de locais que aproveitavam todo aquele espaço verde para fazer piqueniques em família. É curioso que os açoreanos têm mesmo a tradição de fazer piqueniques em família ao Domingo. São piqueniques vastos, de fazer vergonha a qualquer turista que transporta o seu sumo e a sua sandocha (qualquer turista como nós). Vimos mesas com panelas, barbecues, vinhos, máquina de café, cestos de pão, entre muitas outras coisas!

Já tínhamos saudades do mar (sim, eu sei que estávamos numa ilha), motivo pelo qual decidimos ir até às Piscinas Naturais dos Biscoitos. Aqui, tivemos oportunidade de aproveitar alguns raios de sol e passear junto ao mar. Mais uma vez, terminámos o dia em Praia da Vitória, também numa caminhada pelo passeio marítimo.

O nosso último dia na Ilha Terceira foi dedicado a mais um trilho, o último em solo açoreano. O eleito foi a Rocha do Chambre – uma rota circular de 8,8km onde se atinge os 700 metros de altitude. Passámos por paisagens belíssimas, como uma mata de Criptoméria, um miradouro sobre o Vale do Azinhal, um Juncal, entre outros. Como estávamos na época das hortenses, as estradas estavam completamente floridas. Era suposto termos demorado cerca de 2h30 a percorrer o trilho. Conseguem adivinhar o que vos vou escrever? Ora pois, claro que conseguem. Demorámos 3h30, porque nos perdemos. Resultado? Andámos por terrenos cheios de vacas e acabámos por almoçar já depois das 4pm. Para além de tudo isto, ainda tivemos de andar por pisos cheios de lama e troncos de árvores, motivo pelo qual tivemos de ir diretos do trilho para a banheira. O meu cabelo parecia uma árvore de tanta folha que trazia agarrado!

O resto do dia foi passado a planear a nossa viagem à Grécia. À noite fomos jantar a mais um restaurante recomendado, o Sabores do Chefe, onde saboreámos uma Açorda de Marisco enquanto observávamos o sol a pôr-se no mar! Depois do jantar, ainda tivemos vontade de ir dar um passeio a pé por Praia da Vitória.

O dia seguinte começou bem cedo, eram 5am quando o despertador tocou! Tínhamos 45 minutos para entregar o carro e dirigirmo-nos para o Aeroporto das Lajes, mas esta história fica para o próximo capítulo.

Antes de terminar queríamos apenas partilhar convosco que os Açores são um destino incrível e imperdível! São motivo de orgulho para qualquer português que se preze. Desde as belíssimas paisagens naturais, aos inúmeros trilhos, às lagoas, à gastronomia e até mesmo às pessoas (que conseguem ser ainda mais hospitaleiras que as pessoas do Porto). Além de tudo isto, são mesmo “aqui ao lado”. Nós partimos com vontade de regressar! E vocês, já adicionaram este destino à vossa bucket-list?

Beijinho e abraço,

F&D

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